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Volnei Barboza

Advogado Daniel Romano fala sobre restrição interna, não informada pelos bancos, que atrapalha o consumidor

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Muitas pessoas não conseguem crédito por conta do relatório chamado SCRUltimamente uma série de pessoas, sem qualquer tipo de restrição e com uma boa pontuação de score, tem reclamado que não consegue crédito, ou seja, não conseguem um empréstimo pessoal, cartão de crédito ou até mesmo financiar um veículo.Especializado em direito bancário, Daniel Romano esclarece que muitas vezes, em um passado até distante, esse consumidor pode ter feito um acerto com o banco, pagando o seu débito em um valor muito inferior ao que era devido.“O que não é informado ao consumidor é que esse pagamento com desconto gera uma restrição interna do banco central, em um relatório chamado SCR (sistema de informação de crédito) ou REGISTRATO. Isso, ainda que tenha passado anos, impede que o consumidor consiga qualquer tipo de empréstimo, inclusive, para adquirir a casa própria”, comenta.O advogado esclarece que a lista do SCR é um relatório de acompanhamento de todos os contratos bancários firmados pelo consumidor, e é atualizado mês a mês. Se o valor daquele mês é pago, o valor no mês seguinte é menor, se não, ele se torna um vencido e após uma inadimplência maior, ou até mesmo a venda da dívida, se torna um prejuízo, e nesse momento, é que o crédito do consumidor está impossibilitado.“A inclusão do nome do consumidor na lista de prejuízo se dá, normalmente, por esses fatores: 1) inadimplência, ou seja, a dívida não foi paga; 2) pagamento parcial, nesse caso, o consumidor quitou a dívida com uma boa redução; 3) venda da dívida para outra empresa, o banco deixa de ser credor para que outra empresa assuma essa condição; 4) dívida prescrita, que nunca foi paga. E, em qualquer umas das hipóteses, essa inclusão pode e deve ser questionada, pois certamente, algum requisito não foi cumprido”, ressalta o advogado Daniel Romano.Ele salienta que o Código de Defesa do Consumidor exige que o consumidor deve ser notificado da inclusão de seu nome em qualquer cadastro restritivo de crédito e que as dívidas prescritas, ou seja, aquelas com mais de cinco anos, também não podem estar disponíveis para consulta.“Então, para cada uma das hipóteses indicadas anteriormente, existe uma estratégia a ser adotada. No caso da inserção, mesmo com a dívida vigente, não houve prévia comunicação do consumidor de inclusão do contrato na condição de prejuízo. Com o pagamento parcial, a manutenção do nome na lista de prejuízo se torna indevida, já que o banco aceitou o recebimento de parte do valor para quitar o débito. Na cessão/venda do crédito, o banco deixa de ser credor, recebendo parte do valor e não possui mais um contrato vigente com o cliente, ou seja, o pagamento deve ser realizado para quem comprou a dívida e não para o banco. Por fim, a dívida prescrita, que aparece com um “x” no relatório, não pode ser mantida, por não ser mais possível a cobrança judicial da mesma (salvo se já existe um processo em curso).”A primeira atitude que o consumidor deve tomar é abrir uma reclamação na plataforma consumidor.gov, esclarecendo ocorrido e solicitando a exclusão do registro. Se essa reclamação não for acolhida, o consumidor deverá acionar o banco, e até mesmo o Banco Central judicialmente, enfatiza Daniel Romano.Finalmente, o advogado Daniel Romano ressalta que o consumidor deve sempre procurar o apoio de um advogado especializado em direito bancário, já que esse possui conhecimento para identificar a melhor estratégia para evitar novos prejuízos aos consumidores.

Cinema

Mostra Ecofalante de Cinema Rio acontece de 5 a 12 de junho e celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente.

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MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA CHEGA AO RIO COM UMA SELEÇÃO DOS MELHORES FILMES SOCIOAMBIENTAIS DA ATUALIDADE . 

 

** Mostra Ecofalante de Cinema Rio acontece de 5 a 12 de junho e celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente

 

** gratuita, programação acontece no Estação Net Rio (Rio de Janeiro-RJ) e no Cine Arte UFF (Niterói-RJ)

 

** obras selecionadas para os festivais de Sundance, Tribeca, DOCNYC, Cinéma du Réel, Hot Docs e Visions du Réel, entre outros

 

* entre os longas, está “Solo Comum”, do qual participam nomes como Laura Dern, Woody Harrelson, Donald Glover e Rosario Dawson

 

** de Werner Herzog, “O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft” é um dos destaques internacionais

 

** “Amor, Mulheres e Flores”, de Marta Rodriguez e Jorge Silva, é exibido na mesma versão restaurada em 4k mostrada na seção Cannes Classics, do Festival de Cannes de 2023

 

** “Tesouros do Lixo”, obra-prima do importante documentarista senegalês Samba Félix Ndiaye (1945-2009), é um dos filmes restaurados exibidos na Mostra Ecofalante de Cinema Rio

 

** os debates “Redes Sociais: Como Regular um Território Sem Lei” e “Restauração e Regeneração dos Ecossistemas: O Que Está Sendo Feito no Brasil”, com convidados como Ivana Bentes, acontecem no Estação Net Rio

 

** festival é uma realização da Ecofalante e conta com patrocínio do Itaú e da IHS

 

 

Criada em 2012 e reconhecida como a mais importante vitrine sul-americana para a produção audiovisual ligada às temáticas socioambientais, a Mostra Ecofalante de Cinema chega ao Rio de Janeiro com uma seleção dos melhores filmes sobre essa temática feitos em diferentes países. Entre os destaques recentes do circuito internacional, produções brasileiras, títulos clássicos, debates e encontros.

 

A Mostra Ecofalante de Cinema Rio reúne um total de 24 filmes, que ganham exibições gratuitas na Estação Net Rio (Rio de Janeiro-RJ) e no Cine Arte UFF (Niterói-RJ).

 

A programação celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, e está organizada nas sessões Panorama Internacional Contemporâneo, Sessões Especiais (com obras brasileiras e clássicas) e Programas educativos.

 

Entre as obras de destaque estão longa-metragem assinado por Werner Herzog, títulos exibidos em importantes festivais internacionais e obras clássicas da América Latina e da África. Um ciclo de debates acompanha as projeções com participação de Ivana Bentes, Helena Strecker, Luiz Fernando Duarte de Moraes, Renato Crouzeilles, Jerônimo Boelsums e outros nomes.

 

 

Abertura

 

Atração de abertura da programação, no dia 5 de junho (quarta-feira), no Estação Net Rio, “Food, Inc. 2” é uma continuação de “Food, Inc.”, que em 2008 causou furor ao alertar que nossas refeições diárias têm profundas consequências éticas e ambientais, tendo sido indicado ao Oscar, conquistado o Emmy e exibido na Mostra Ecofalante de Cinema. Agora, “Food, Inc. 2” revela que as corporações multinacionais aumentaram ainda mais sua influência, se especializaram no mercado de alimentos ultraprocessados e estão promovendo uma crise internacional de saúde. Nesta sequência, os diretores Robert Kenner e Melissa Robledo acompanham agricultores inovadores, produtores de alimentos com visão de futuro, ativistas dos direitos trabalhistas e legisladores para denunciar as empresas de multiprocessados, inspirar mudanças e construir um futuro mais saudável e sustentável.

 

 

Panorama Internacional Contemporâneo

 

O casal pioneiro de vulcanólogos Katia e Maurice Krafft se tornou notório por dedicar sua vida a documentar de perto a magnitude desses fenômenos naturais, ainda pouco compreendidos. Esse vasto material é apresentado pelo cineasta Werner Herzog em “O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft”, uma homenagem aos dois, que morreram numa pesquisa de campo enquanto filmavam, atingidos por uma avalanche de pedras e cinzas fumegantes. Grande vencedor do importante festival DOC LA (EUA), o filme também foi laureado em festivais na Europa e na Ásia. Diretor de mais de 70 filmes, Herzog assina, entre outros, “Fitzcarraldo” (1982), “O Homem-Urso” (2005) e “Encontros no Fim do Mundo” (2007), este último, indicado ao Oscar de melhor documentário. Estas três obras integraram uma retrospectiva promovida na sétima edição da Mostra Ecofalante de Cinema, que exibiu 18 títulos do realizador.

 

Lançado pelo Festival de Sundance, “TikTok, Boom” traz histórias pessoais do aplicativo mais baixado do mundo contadas por um elenco de nativos da Geração Z, jornalistas e especialistas. Sua diretora, Shalini Kantayya, é uma ativista ambiental norte-americana cujos filmes exploram os direitos humanos na interseção de ciência e tecnologia. A realizadora ficou conhecida por “Coded Bias” (2019), também lançado no Festival de Sundance e já exibido na Mostra Ecofalante de Cinema. A sessão de 6/06, quinta-feira, às 18h30, no Estação Net Rio é seguida do debate “Redes Sociais: Como Regular um Território Sem Lei”, com participação da ensaísta e professora Ivana Bentes, da pesquisadora Helena Strecker e com mediação da jornalista Audrey Furlaneto. Na ocasião, são discutidas diversas questões envolvidas nas redes sociais, inclusive a tentativa de regulação.

 

Dos mesmos cineastas de “Solo Fértil” (disponível na Netflix e na plataforma Ecofalante Play), Joshua Tickell e Rebecca Harrell Tickell, a Mostra Ecofalante de Cinema Rio apresenta “Solo Comum”, longa premiado no Festival de Tribeca (EUA). Com participação de celebridades como Laura Dern, Woody Harrelson, Donald Glover e Rosario Dawson, o filme explora como a agricultura regenerativa pode ajudar a curar o solo, a nossa saúde e o planeta. Joshua dirigiu também “Fields of Fuel” (2008), vencedor do prêmio do público no Festival de Sundance, e “Pump – Histórias do Petróleo” (2014), exibido no Festival do Rio. O casal assina também “Petróleo: O Grande Vício” / “The Big Fix” (2012), já programado na Mostra Ecofalante de Cinema. A sessão de “Solo Comum” em 11/06, às 18h30, no Estação Net Rio é seguido do debate “Restauração e Regeneração dos Ecossistemas: O Que Está Sendo Feito no Brasil”, que traça um panorama das iniciativas relacionadas à contenção do avanço das mudanças climáticas no país, com mediação da jornalista Audrey Furlaneto e participação de Luiz Fernando Duarte de Moraes, pesquisador do Embrapa; Renato Crouzeilles, diretor científico da MOMBAK; e Jerônimo Boelsums, professor do Departamento de Ciências Ambientais da UFRRJ.

 

Já o sueco “A Sociedade do Espetáculo”, de Roxy Farhat e Göran Hugo Olsson, é uma adaptação visual e humorística do clássico ensaio de Guy Debord, “A Sociedade do Espetáculo” (1967). Hoje, o ato de consumir o que não precisamos vai além de uma atividade recreativa sem sentido; tornou-se uma nova ordem espiritual mundial, inflexível até mesmo diante da crise climática que ameaça nossa futura existência. Criado a partir de imagens contemporâneas, found footage e cenas originais, o documentário examina como a circulação de imagens cria vontades e muda a forma como nos vemos e interagimos uns com os outros. Gören Olsson projetou-se internacionalmente com “Sobre a Violência” (2014), premiado no Festival de Berlim e exibido na programação Especial Semana do Meio

 

Vencedor do prêmio de melhor direção da competição de documentários norte-americanos no Festival de Sundance, “Não Te Vi Ali” é o longa de estreia de Reid Davenport, um jovem cineasta cadeirante norte-americano. A chegada inesperada de uma tenda de circo em frente à sua residência o leva a revisitar a história do lendário P.T. Barnum e seu Circo de Horrores, cujo legado marcou a sua vida. Este é o ponto de partida para seu filme-solo, em que nos convida a vivenciar seu dia a dia, da perspectiva de sua cadeira de rodas. A obra percorreu ainda prestigiosos festivais: São Francisco, Edimburgo, Sydney, Melbourne (Austrália), DOC NYC (EUA), Hot Docs (Canadá) e Festival de Documentários de Sheffield (Reino Unido). O filme será exibido com legendas descritivas.

 

A produção holandesa “O Jogo Mental“, continuação do documentário multipremiado “Shadow Game” (2021), é co-dirigido pelo jovem refugiado afegão Sajid Khan Nasiri – um dos protagonistas do primeiro filme – e as diretoras Eefje Blankevoort e Els van Driel. Este documentário intimista, que mostra a face brutal da migração na Europa, acompanha de perto a experiência traumática de Sajid, cuja travessia do Afeganistão até a Bélgica, à procura de segurança e de um novo lar, foi documentada com a única ajuda do celular do adolescente.

 

“Plastic Fantastic”, da alemã Isa Willinger, constata que plásticos estão por toda parte – existem 500 vezes mais partículas de plástico nos oceanos do que estrelas em nossa galáxia. Encontra-se plástico não só nos oceanos, como também em rios, no ar, no solo e dentro de nós. Embora a crise se aprofunde e a reciclagem não dê conta do problema, a indústria do plástico continua a aumentar sua produção. O documentário acompanha representantes dessa indústria e cientistas e ativistas para descobrir qual futuro essa crise nos reserva, tendo sido selecionado para os festivais CPH:DOX (Dinamarca), Dokufest (Kosovo) e Festival de Documentários de Munique. A diretora Willinger ganhou projeção internacional com o premiado longa “Olá, IA” (2019), exibido na Mostra Ecofalante de Cinema.

 

Passado nas profundezas das florestas montanhosas do oeste do Uganda, na África, “República dos Gafanhotos” acompanha a estação chuvosa, quando ocorre um dos maiores fenômenos naturais do mundo: milhões, às vezes bilhões, de gafanhotos de chifres longos se reúnem para acasalar. Aproveitando-se do acontecimento, o homem encontrou uma maneira de lucrar com este belo ciclo reprodutivo. Em estilo cinema verdade, o documentário retrata uma equipe local de captura, enquanto esses exploradores modernos percorrem florestas e remotos vilarejos em busca de fortuna. Trata-se do segundo longa-metragem do diretor Daniel McCabe, consagrado internacionalmente com “This is Congo” (2017), selecionado para o Festival de Veneza e premiado em diversos festivais, tendo sido exibido na Mostra Ecofalante de Cinema.

 

A produção francesa “Estado Limite” tem por protagonista o único psiquiatra do Hospital Beaujon, instalação de 400 leitos nos subúrbios de Paris. Dedicado aos seus pacientes, ele faz o possível para aliviar suas dores, ouvir suas palavras e os proteger de seus próprios demônios. No entanto, o serviço público de saúde vai mal – não há tempo suficiente e os cuidadores estão desmoronando. O filme venceu o prêmio de melhor longa-metragem francês, o prêmio da crítica no Festival de Champs-Élysées (França) e a menção honrosa no festival CPH:DOX (Dinamarca), tendo sido exibido nos festivais de Estocolmo, Dokufest (Kosovo) e Zurique.

 

Qual é o preço que alguns pagam pela carne suína do mundo? Este é um dos temas levantados em “O Cheiro do Dinheiro”, filme de Shawn Bannon que foi eleito como melhor documentário no Festival de Sarasota (EUA). Na obra, uma comunidade rural da Carolina do Norte se torna o epicentro da explosão da indústria suína nos EUA e a batalha de seus residentes se transforma numa guerra contra uma das empresas mais poderosas do mundo e sua poluição devastadora. O filme trata de racismo ambiental de forma contundente.

 

Em “Rowdy Girl: Santuário Animal”, de Jason Goldman, uma ex-criadora de gado do Texas, incapaz de aceitar a realidade cruel da pecuária, se torna vegana e transforma o negócio de carne bovina de seu marido em um santuário de criação animal. Quando a sua história viraliza, ela percebe sua verdadeira vocação: ajudar fazendeiros na transição de uma economia à base de animais para uma à base de plantas. O filme foi destaque no Hot Docs, evento canadense considerado um dos mais importantes festivais de documentários das Américas.

 

A caça de baleias é uma questão vital para o povo indígena da pequena Ilha de São Lourenço, no Mar de Bering. Portanto, quando Chris Agra Apassingok se tornou a pessoa mais jovem a arpar uma baleia para a sua aldeia no Alasca, sua mãe orgulhosamente compartilhou a notícia no Facebook. Para sua surpresa, milhares de ativistas digitais atacaram Chris sem compreender totalmente o alcance do feito dele. “O Povo da Baleia”, uma coprodução EUA/Rússia dirigida por Pete Chelkowski e Jim Wickens, acompanha a luta dos Apassingok para reconstruir sua identidade destroçada e encontrar um novo ponto de apoio tanto na tradição quanto na modernidade. O filme foi destaque nos festivais norte-americanos DOC NYC, Mill Valley e de Camden.

 

Coprodução EUA/Países Baixos, “Os Caçadores de Barragens” segue a viagem da engenheira ambiental espanhola Pao Fernández Garrido por diversos países para testemunhar a recuperação dos rios daquele continente. Dirigido por Francisco Campos-Lopez Benyunes, o filme nos revela quem são as pessoas que trabalham incansavelmente para remover barreiras fluviais e restaurar alguns dos mais icônicos rios da região. O longa foi recebido com emoção por plateias de festivais como o Wild and Scenic e o Environmental Film Fest, ambos nos EUA.

 

Sessões especiais: Clássicos

 

Coprodução entre Senegal e a França de 1989, a série “Tesouros do Lixo” é uma das obras clássicas selecionadas para a Mostra Ecofalante de Cinema Rio. Reunindo cinco filmes curtos do importante documentarista senegalês Samba Félix Ndiaye (1945-2009), que foram restaurados em 2021, “Tesouros do Lixo” é considerada uma das principais obras desse cineasta, tido como um dos mais relevantes nomes do cinema de seu país e frequentemente chamado de “pai do documentário africano”. Com um olhar preciso e sensível, ele trata das pequenas ocupações do setor informal que resistem ao tempo, como a fabricação de objetos artesanais a partir de materiais retirados do lixo. A obra foi exibida no importante festival Cinéma du Réel, na França. Com “Les Malles” (1989), um dos curtas que compõem essa série,  Ndiaye  venceu o prêmio de melhor documentário no Festival de Amiens (França). Foi premiado ainda no Cinéma du Réel pelo longa “Ngor, l’Esprit des Lieux” (1991).

 

Os realizadores colombianos Jorge Silva (1941-1987) e Marta Rodríguez são nomes de referência no documentarismo latino-americano. Sua produção engajada teve início nos anos 1960 e conquistou reconhecimento internacional, tendo acumulando premiações em eventos importantes, como o Festival de Berlim. A programação da Mostra Ecofalante de Cinema Rio, em sua edição de 2024, exibe a versão restaurada em 4k de um de seus títulos clássicos: “Amor, Mulheres e Flores”, de 1988, sobre as características sociais dos trabalhadores da plantação de flores.  A versão foi destaque na seção Cannes Classics do Festival de Cannes de 2023. A obra questiona qual seria o custo da beleza e denuncia o uso de agrotóxicos nos campos floridos da savana colombiana e as condições de trabalho da mão de obra majoritariamente feminina. Partindo de uma abordagem antropológica, o filme recolhe durante cinco anos os testemunhos dos trabalhadores e acompanha-os no seu quotidiano. Trata-se de um pioneiro filme sobre emancipação, dignidade e luta pelo meio ambiente.

 

 

Sessões especiais: Brasileiros

 

O média-metragem “Vida Sobre as Águas”, de Danielle Khoury Gregorio e Marcio Isensee e Sá, celebra a arquitetura única das comunidades ribeirinhas da Amazônia. Das casas sobre palafitas às moradias flutuantes, o filme destaca as adaptações engenhosas para lidar com as paisagens inundadas desafiadoras e sempre em transformação das planícies fluviais amazônicas brasileiras. Através de narrativas íntimas de moradores e construtores locais, o documentário revela as técnicas de construção coletiva que materializam uma arquitetura territorialmente integrada, construída em harmonia com o ambiente da Bacia Amazônica e profundamente enraizada no rico patrimônio da região. Ao final da sessão de 8/06, sábado, às 16h00, no Estação Net Rio, acontece um bate-papo com a equipe do filme.

 

Cuidadoras da memória e do futuro, mulheres indígenas do rio Negro contam sua história no média “Rionegrinas”, dirigido por Fernanda Ligabue e Juliana Radler. Na produção é destacada a trajetória de lutas e as conquistas dessas mulheres. Também é focalizada a criação do Departamento das Mulheres Indígenas da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (DMIRN-FOIRN).

 

Localizada em Ceilândia (DF), Sol Nascente é considerada atualmente a maior favela do Brasil. Lá vivem Socorro, Jurailde e Bizza, que lideram uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O longa “Não Existe Almoço Grátis”, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, acompanha a saga desses protagonistas para preparar a alimentação das centenas de pessoas que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia de posse do terceiro mandato do presidente Lula. Em meio a ameaças de golpe, o filme traz entrevistas íntimas sobre suas vidas e a organização coletiva, revelando que o futuro se cozinha a muitas mãos. A obra foi vencedora do prêmio do público e de menção honrosa do júri na Mostra Brasília no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

 

 

Programa Ecofalante Universidades

 

A seção Programa Ecofalante Universidades traz filmes que fazem parte do projeto educacional da Ecofalante. Ele leva o debate socioambiental a escolas e universidades durante todo o ano e seu catálogo é composto por mais de 250 títulos. Dentre esses títulos, alguns foram exibidos em edições anteriores da Mostra Ecofalante de Cinema. É o caso de “Parceiros da Floresta”, de Fred Rahal Mauro, que mostra projetos de parcerias entre setores privado, público e comunidades locais que geram soluções para a proteção e restauração de florestas tropicais. Este filme-manifesto percorre três continentes revelando parcerias que aliam tecnologia, negócios e conhecimento tradicional para gerar benefícios verdadeiramente compartilhados.

 

“A Floresta que Você Não Vê – Narrativas do Médio Xingu”, de Andy Costa, enlaça as histórias de luta e resistência de pessoas que enfrentam desafios para gerar renda e manter a floresta amazônica em pé. Essas pessoas vivem na região do Médio Xingu, importante área da Amazônia brasileira que enfrenta grande pressão de desmatamento em função do garimpo, da extração de madeira, da pecuária e da monocultura. Defendem modos de vida que, adaptados às novas realidades, abrigam saberes e conhecimentos preciosos para o cuidado com a floresta, aliado ao desenvolvimento da bioeconomia.

 

Fred Rahal Mauro também responde, ao lado da codiretora Cassandra Mello, pelo longa “Escute: A Terra Foi Rasgada”, que parte do universo de três povos indígenas pressionados pela destruição causada pelo garimpo para propor uma aproximação do pensamento dos Yanomami, Munduruku e Mebêngôkre (Kayapó). Trata-se de uma narrativa sobre resistência e resiliência, na figura de uma união inédita que firma a manutenção de seus territórios físicos e subjetivos. A obra também já foi exibida na Mostra Ecofalante de Cinema.

 

Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem da competição latino-americana na Mostra Ecofalante de Cinema, “Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões” é assinado por Joana Moncau, Elpida Nikou e pelo Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi. Na Terra Indígena Sawré Muybu, no sudoeste do Pará, um coletivo feminino divulga as denúncias dos indígenas através de produções audiovisuais. O filme acompanha essas jovens durante a produção de um documentário sobre as ações de seu povo para proteger a Amazônia e defender o território de invasores, sobretudo de madeireiros e garimpeiros.

 

Uma iniciativa multiplataforma que inclui ainda um podcast, vídeos no YouTube e matérias especiais, o filme “Mulheres na Conservação” retrata mulheres pesquisadoras que lutam pela conservação da biodiversidade no Brasil. Trata-se de um olhar delicado e sensível sobre a vida e o trabalho de sete heroínas da luta ambiental. Participam as pesquisadoras Barbara Pinheiro, Beatriz Padovani, Flavia Miranda, Marcia Chame, Maurizélia de Brito e Silva, Neiva Guedes e Patricia Medici. A direção é assinada pela jornalista Paulina Chamorro e pelo fotógrafo João Marcos Rosa.

 

A programação da Mostra Ecofalante de Cinema que tem lugar no Rio de Janeiro de 5 a 12 de junho não se caracteriza como uma itinerância e sim como uma prévia da 13ª edição do evento, que acontece em São Paulo, de 31 de julho a 14 de agosto. Segundo o diretor do evento, Chico Guariba, ” Boa parte dos filmes que estamos apresentando nas telas cariocas é inédita e só será exibida na 13ª edição do festival, em São Paulo, no final de julho. O público pode conhecer as mais recentes obras de destaque no circuito internacional, ao lado de novos filmes brasileiros e títulos clássicos da América Latina e da África. É uma seleção estimulante que permite refletir sobre questões urgentes do país e do planeta”.

Todas as informações sobre exibições e demais atividades do evento poderão ser encontradas na plataforma Ecofalante: www.ecofalante.org.br.

 

A Mostra Ecofalante de Cinema Rio é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O evento tem patrocínio do Itaú e IHS. Tem apoio institucional do Instituto Francês, do Pedagogias da Imagem – projeto de extensão da SeCult-UFRJ, do Programa Ecofalante Universidades e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os parceiros educacionais são a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante e do Ministério da Cultura.

 

A Ecofalante é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade, atua na formação de professores, exibições e debates em escolas, universidades e aparelhos culturais, além de produzir seminários e workshops sobre cinema, educação e sustentabilidade. A Ecofalante é responsável também pela plataforma de streaming gratuita Ecofalante Play, voltada a educadores, e o Ecofalante Universidades, programa de extensão educacional.

 

Serviço:

Mostra Ecofalante de Cinema Rio

www.ecofalante.org.br

de 5 a 12 de junho de 2024

gratuito

Estação Net Rio – rua Voluntários da Pátria 35, Botafogo – Rio de Janeiro

Cine Arte UFF – rua Miguel de Frias 9, Icaraí – Niterói

 

evento viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura

 

patrocínio: Itaú e IHS

apoio institucional: Instituto Francês, Pedagogias da Imagem – projeto de extensão da SeCult-UFRJ, Programa Ecofalante Universidades e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

parceiros educacionais: Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

produção: Doc & Outras Coisas

coprodução: Química Cultural

realização: Ecofalante e Ministério da Cultura

 

redes sociais

www.facebook.com/mostraecofalante

www.twitter.com/mostraeco

www.youtube.com/mostraecofalante

www.instagram.com/mostraecofalante

 

atendimento à Imprensa:

ATTi Comunicação e Ideias

Eliz Ferreira e Valéria Blanco (11) 3729.1455 / 3729.1456 / 9 9105.0441

 

 

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

5 de junho (quarta-feira)

Estação Net Rio

19h30 – Cerimônia de abertura

20h00 – “Food, Inc. 2” (EUA, 94 min) – Robert Kenner e Melissa Robledo

 

6 de junho (quinta-feira)

Estação Net Rio

18h30 – “TikTok Boom” (EUA, 87 min) – Shalini Kantayya

20h30 – Debate com convidados: “Redes Sociais: Como Regular um Território Sem Lei”

 

Cine Arte UFF

18h00 – “O Povo da Baleia” (EUA/Rússia, 80 min) – Pete Chelkowski e Jim Wickens

20h00 – “O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft” (Reino Unido/Suíça/EUA/França, 84 min) – Werner Herzog

 

7 de junho (sexta-feira)

Estação Net Rio

18h30 – “O Jogo Mental” (Holanda, 61 min) – Sajid Khan Nasiri, Eefje Blankevoort e Els van Driel

20h00 – “Não Existe Almoço Grátis” (Brasil, 74 min) – Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel – Sessão seguida de bate-papo com equipe do filme

 

Cine Arte UFF

18h00 – Sessão de médias-metragens: “A Floresta que Você Não Vê – Narrativas do Médio Xingu” (Brasil, 27 min) – Andy Costa + “Parceiros da Floresta” (Brasil, 48 min) – Fred Rahal Mauro – Sessão seguida de bate-papo com equipe de “A Floresta que Você Não Vê – Narrativas do Médio Xingu”

20h00 – “A Sociedade do Espetáculo” (Suécia, 94 min) – Roxy Farhat e Göran Hugo Olsson

 

8 de junho (sábado)

Estação Net Rio

14h45 – “Tesouros do Lixo” (Senegal/França, 60 min) – Samba Félix Ndiaye

16h –  Sessão de médias-metragens: “Rionegrinas” (Brasil, 38 min) – Fernanda Ligabue e Juliana Radler + “Vida Sobre as Águas” (Brasil, 31 min) – Danielle Khoury Gregorio e Marcio Isensee e Sá – Sessão seguida de bate-papo com a equipe de “Vida Sobre as Águas”

18h30 – “Rowdy Girl: Santuário Animal” (EUA, 72 min) – Jason Goldman

20h – “A Sociedade do Espetáculo” (Suécia, 94 min) – Roxy Farhat e Göran Hugo Olsson

 

Cine Arte UFF

18h – “Solo Comum” (EUA, 102 min) – Joshua Tickell e Rebecca Harrell Tickell – Sessão com acessibilidade (cc)

20h – “TikTok, Boom” (EUA, 87 min) – Shalini Kantayya

 

9 de junho (domingo)

Estação Net Rio

14h45 – “Amor, Mulheres e Flores” (Colômbia, 58 min) – Marta Rodríguez e Jorge Silva

16h30 – “Não Te Vi Ali” (EUA, 76 min) – Reid Davenport – Sessão com acessibilidade (cc)

18h00 – “O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft” (Reino Unido/Suíça/EUA/França, 84 min) – Werner Herzog

20h00 – “Os Caçadores de Barragens” (EUA/Países Baixos, 71 min) – Francisco Campos-Lopez Benyunes

 

Cine Arte UFF

18h00 – “Tesouros do Lixo” (Senegal/França, 60 min) – Samba Félix Ndiaye

19h30 – “Plastic Fantastic” (Alemanha, 102 min) – Isa Willinger

 

10 de junho (segunda-feira)

Estação Net Rio

18h30 – “República dos Gafanhotos” (EUA, 94 min) – Daniel McCabe

20h30 – “O Povo da Baleia” (EUA/Rússia, 80 min) – Pete Chelkowski e Jim Wickens

 

Cine Arte UFF

18h00 – “O Cheiro do Dinheiro” (EUA, 84 min) – Shawn Bannon

20h00 – “Estado Limite” (França, 102 min) – Nicolas Peduzzi

 

11 de junho (terça-feira)

Estação Net Rio

18h30 – “Solo Comum” (EUA, 95 min) – Joshua Tickell e Rebecca Harrell Tickell – Sessão com acessibilidade (cc)

20h30 – Debate com convidados: “Restauração e Regeneração dos Ecossistemas: O Que Está Sendo Feito no Brasil”

 

Cine Arte UFF

18h00 – “Escute: A Terra Foi Rasgada” (Brasil, 88 min) – Cassandra Mello e Fred Rahal Mauro

20h00 – Sessão de médias-metragens: “Rionegrinas” (Brasil, 38 min) – Fernanda Ligabue e Juliana Radler + “Vida Sobre as Águas” (Brasil, 31 min) – Danielle Khoury Gregorio e Marcio Isensee e Sá

 

12 de junho (quarta-feira)

Estação Net Rio

18h30 – “Plastic Fantastic” (Alemanha, 102 min) – Isa Willinger

20h30 – “O Cheiro do Dinheiro” (EUA, 84 min) – Shawn Bannon

 

Cine Arte UFF

18h00 – “Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões” (Brasil, 17 min) – Joana Moncau, Elpida Nikou e Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi + “Mulheres na Conservação” (Brasil, 46 min) – Paulina Chamorro e João Marcos Rosa

20h00 – “Os Caçadores de Barragens” (EUA/Países Baixos, 71 min) – Francisco Campos-Lopez Benyunes

 

 

DADOS SOBRE OS FILMES

 

* “A Floresta que Você Não Vê – Narrativas do Médio Xingu” (Brasil, 2023, 27 min) – Andy Costa

O filme enlaça as histórias de luta e resistência de pessoas que enfrentam desafios para gerar renda e manter a floresta amazônica em pé. Essas pessoas se sentem parte da floresta. Vivem na região do Médio Xingu, importante área da Amazônia brasileira que enfrenta grande pressão de desmatamento em função do garimpo, da extração de madeira, da pecuária e da monocultura. Defendem modos de vida que, adaptados às novas realidades, abrigam saberes e conhecimentos preciosos para o cuidado com a floresta, aliado ao desenvolvimento da bioeconomia.

 

* “A Sociedade do Espetáculo” (“La Société du Spectacle”, Suécia, 2023, 94 min) – Roxy Farhat e Göran Hugo Olsson

Adaptação cinematográfica satírica e autocrítica da obra-prima teórica do escritor francês Guy Debord (1931-1994) e um ataque frontal ao espetáculo abrangente em que vivemos.

Exibido no festival CPH:DOX (Dinamarca).

 

* “Amor, Mulheres e Flores” (“Amor, Mujeres y Flores”, Colômbia, 1988, 58 min) – Marta Rodríguez e Jorge Silva

O filme traça as características sociais dos trabalhadores da plantação de flores em Bogotá (Colômbia) e sua reivindicação por melhores condições de vida e saúde entre as histórias de vida e amor femininas.

 

* “Escute: A Terra Foi Rasgada” (Brasil, 2023, 88 min) – Cassandra Mello e Fred Rahal

A partir do universo de três povos indígenas pressionados pela destruição causada pelo garimpo, o filme propõe uma aproximação do pensamento dos Yanomami, Munduruku e Mebêngôkre (Kayapó), na formação de uma aliança histórica em defesa dos territórios. É, portanto, uma narrativa sobre resistência e resiliência, na figura de uma união inédita que firma a manutenção de seus territórios físicos e subjetivos. Para além da destruição causada pelo garimpo, este é um filme sobre a impossibilidade de separação entre a existência indígena e o seu território.

 

* “Estado Limite” (“État Limite”, França, 2023, 102 min) – Nicolas Peduzzi

Como você presta um bom atendimento em uma instituição doente? Num hospital perto de Paris, um psiquiatra dedica-se à sua missão correndo o risco de perder terreno.

Vencedor do prêmio de melhor longa-metragem francês e prêmio da crítica no Festival de Champs-Élysées (França); menção honrosa no festival CPH:DOX (Dinamarca); exibido nos festivais de Estocolmo, Dokufest (Kosovo) e Zurique.

 

* “Food, Inc. 2” (EUA, 2023, 94 min) – Robert Kenner e Melissa Robledo

Há 15 anos, o filme “Food, Inc.” alertou os sobre uma realidade preocupante: as suas refeições diárias têm profundas consequências éticas e ambientais. E, no entanto, como revela esta poderosa continuação, os senhores supremos das empresas e da alimentação apenas reforçaram o seu controle sobre as nossas quintas e lojas.

Exibido nos festivais CPH:DOX (Dinamarca), Telluride (EUA) e Docville (Bélgica).

 

* “Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões” (Brasil, 2022, 17 min) – Joana Moncau, Elpida Nikou e Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi

Na Terra Indígena Sawré Muybu, no sudoeste do Pará, três mulheres munduruku integram o Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi, que divulga as denúncias dos indígenas para além das margens do rio Tapajós. O filme acompanha essas jovens durante a produção de um documentário sobre as ações de seu povo para proteger a Amazônia e defender o território de invasores, sobretudo de madeireiros e garimpeiros. Expulsar os invasores sempre é arriscado, mas nos tempos de governo Bolsonaro foi ainda mais.

Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem da competição latino-americana na Mostra Ecofalante de Cinema.

 

* “Mulheres na Conservação” (Brasil, 2023, 46 min) – Paulina Chamorro e João Marcos Rosa

A jornalista Paulina Chamorro e o fotógrafo João Marcos Rosa retratam sete mulheres pesquisadoras que lutam pela conservação da biodiversidade no Brasil. Participam as pesquisadoras Barbara Pinheiro, Beatriz Padovani, Flavia Miranda, Marcia Chame, Maurizélia de Brito e Silva, Neiva Guedes e Patricia Medici.

 

* “Não Existe Almoço Grátis” (Brasil, 2023, 74 min) – Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

Em Sol Nascente, considerada atualmente como a maior favela do Brasil, Socorro, Jurailde e Bizza lideram uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Para a posse do terceiro mandato do presidente Lula, elas estão encarregadas de cozinhar para centenas de pessoas que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia. Em meio a ameaças de golpe, o filme acompanha esta saga e traz entrevistas íntimas sobre suas vidas e a organização coletiva, revelando que o futuro se cozinha a muitas mãos.

Vencedor do prêmio do público e menção honrosa do júri da Mostra Brasília no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; exibido no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

 

* “Não Te Vi Ali” (“Didn’t See You There”, EUA, 2022, 76 min) – Reid Davenport

Estimulado pelo espetáculo de uma tenda de circo que fica do lado de fora de seu apartamento em Oakland (EUA), um cineasta deficiente inicia uma jornada meditativa explorando a história da aberração, da visão e da (in)visibilidade.

Vencedor do prêmio de melhor direção da competição de documentários norte-americanos no Festival de Sundance; menção honrosa no Prêmio Cinema Eye; melhor documentário da região de Bay Aerea no Festival de São Francisco; Prêmio The Truer Than Fiction nos Independent Spirit Awards; exibido nos festivais de Edimburgo, Sydney, Melbourne (Austrália), DOC NYC (EUA), Hot Docs (Canadá) e Festival de Documentários de Sheffield (Reino Unido).

 

* “O Cheiro do Dinheiro” (“The Smell of Money”, EUA, 2022, 84 min) – Shawn Bannon

Qual é o preço que alguns pagam pela carne suína do mundo? Os residentes da Carolina do Norte enfrentam uma das empresas mais poderosas do mundo na luta pelos seus direitos ao ar puro, à água pura e a uma vida livre do fedor das fezes de porco.

Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Sarasolta (EUA); exibido nos festivais da Filadélfia, Hot Docs (Canadá) e de Cleveland (EUA).

 

* “O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft” (“The Fire Within: A Requiem for Katia and Maurice Krafft”, Reino Unido/Suíça/EUA/França, 2022, 84 min) – Werner Herzog

Maurice e Katia Krafft dedicaram suas vidas à exploração dos vulcões do mundo. Seu legado consiste em imagens inovadoras de erupções e suas consequências, compostas nesta colagem visual deslumbrante.

Vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor produtor no festival DOC LA (EUA); melhor documentário no Festival Internacional de TV de Xangai; prêmio do público e prêmio especial do júri no Festival de Gijon (Espanha); exibido no Doclisboa (Portugal), Festival de Documentários de Sheffield (Reino Unido), Festival de Viena, Festiva de Hong Kong e no Festival de Documentários Ji.hlava (República Tcheca).

 

* “O Jogo Mental” (“The Mind Game”, Holanda, 2023, 61 min) – Sajid Khan Nasiri, Eefje Blankevoort e Els van Driel

Chamam-lhe “o jogo”: a viagem arriscada que muitos menores não acompanhados empreendem para procurar proteção na Europa Ocidental. Para Sajid Khan Nasiri, o jogo começou aos 14 anos, depois que o Talibã matou seu pai no Afeganistão.

 

* “O Povo da Baleia” (“One With the Whale”, EUA/Rússia, 2023, 80 min) – Pete Chelkowski e Jim Wickens

Se você não caça você morre. Essa é a realidade na pequena ilha do Alasca que abriga a família Apassingok. Quando o tímido adolescente Chris se torna o mais jovem a arpoar uma baleia para sua aldeia, começa outra luta pela sobrevivência.

Exibido nos festivais norte-americanos DOC NYC, Mill Valley e de Camden.

 

* “Os Caçadores de Barragens” (“#DamBusters”, EUA/Países Baixos, 2022, 71 min) – Francisco Campos-Lopez Benyunes

O filme acompanha a viagem da engenheira espanhola Pao Fernández Garrido por cinco países europeus para saber por que as barreiras fluviais estão sendo removidas e conhecer os heróis em sua busca apaixonada pela restauração de seus rios e ecossistemas.

Exibido no Festival Wild and Scenic e no Environmental Film Fest (ambos nos EUA).

 

* “Parceiros da Floresta” (Brasil, 2022, 48 min) – Fred Rahal Mauro

O filme percorre três continentes evidenciando casos de parcerias entre setores privado, público e comunidades locais que geram soluções para a proteção e restauração de florestas tropicais globais aliando tecnologia, negócios e conhecimento tradicional para gerar benefícios verdadeiramente compartilhados.

 

* “Plastic Fantastic” (Alemanha, 2023, 102 min) – Isa Willinger

Sobre diferentes atores que lidam com a produção de plástico, por um lado, e com a sua eliminação, por outro. Torna-se claro que todos vivemos num sistema interligado.

Exibido nos festivais CPH:DOX (Dinamarca), Dokufest (Kosovo) e Festival de Documentários de Munique.

 

* “República dos Gafanhotos” (“Grasshopper Republic”, EUA, 2023, 94 min) – Daniel McCabe

Nas profundezas das florestas do Uganda, milhões de gafanhotos reúnem-se para acasalar em enxames devastadores. Um grupo de jovens montou uma estranha engenhoca à beira dos campos de cultivo, com barris e chapas de metal, para colher os gafanhotos, uma iguaria apreciada pelos moradores da cidade.

Exibido nos festivais Visions du Réel (Suíça), DOC NYC (EUA), Docville (Bélgica), Guanajuato (México), Cleveland, Camdem e Seattle (os três últimos nos EUA).

 

* “Rionegrinas” (Brasil, 2023, 38 min) – Fernanda Ligabue e Juliana Radler

O filme narra a trajetória de lutas e conquistas das mulheres do rio Negro (AM) dentro do movimento indígena e na criação do Departamento das Mulheres Indígenas da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (DMIRN-FOIRN).

 

* “Rowdy Girl: Santuário Animal” (“Rowdy Girl”, EUA, 2023, 72 min) – Jason Goldman

Determinada a tornar o planeta um lugar melhor, a ex-criadora de gado do Texas, Renee King-Sonnen, transforma a operação de carne bovina de seu marido em um santuário de animais de fazenda, incentivando outros agricultores a fazer a transição da agricultura animal para a produção de alimentos à base de plantas.

Exibido no Hot Docs (Canadá) e no Festival de Hamptons (EUA).

 

* “Solo Comum” (“Common Ground”, EUA, 2023, 95 min) – Joshua Tickell e Rebecca Harrell Tickell

A solução dos agricultores regenerativos para trazer a saúde do solo em todo o continente e além.

Vencedor do prêmio Human/Nature no Festival de Tribeca; prêmio do público no Festival de Palm Springs; exibido nos festivais de Vancouver e Mill Valley (EUA).

 

* “Tesouros do Lixo” (“Trésors des Poubelles”, Senegal/França, 1989, 65 min) – Samba Félix Ndiaye

No Senegal, os pequenos trabalhadores constituem uma resistência contra a invasão de bens de consumo. O filme detalha as etapas de fabricação de objetos artesanais a partir de materiais reciclados: uma celebração do gênio de Dakar.

Exibido no festival Cinéma du Réel (França).

 

* “TikTok Boom” (EUA, 2022, 97 min) – Shalini Kantayya

Dissecando uma das plataformas de mídias sociais mais influentes do cenário contemporâneo, o documentário examina os aspectos algorítmico, sociopolítico e econômico, as influências culturais e o impacto do aplicativo. Embora o filme compartilhe um interesse genuíno na comunidade TikTok e em sua mecânica inovadora, traz também um saudável ceticismo em torno das questões de segurança, dos desafios políticos globais e dos preconceitos raciais por trás da rede.

Exibido nos festivais de Sundance, São Francisco, SXSW, CPH:DOX (Dinamarca) e de Zurique.

 

* “Vida Sobre as Águas” (Brasil, 2023, 31 min) – Danielle Khoury Gregorio e Marcio Isensee e Sá

Celebração da arquitetura única das comunidades ribeirinhas da Amazônia. Das casas sobre palafitas às moradias flutuantes, o filme destaca as adaptações engenhosas para lidar com as paisagens inundadas desafiadoras e sempre em transformação das planícies fluviais amazônicas brasileiras. Através de narrativas íntimas de moradores e construtores locais, o documentário revela as técnicas de construção coletiva que materializam uma arquitetura territorialmente integrada, construída em harmonia com o ambiente da Bacia Amazônica e profundamente enraizada no rico patrimônio da região.

Exibido no Festival de Arquitetura e Urbanismo de Istambul e no Festival de Cinema e Arquitetura de Barcelona.

 

 

 

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Celebridades

PALHAÇO PATRÃO o Multiartista Alvaro Neto expressa com sua arte a essência do ser humano.

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Essa essência do ser humano, percebemos nas artes musicais, nas artes cênicas, e nas artes plásticas e visuais, como também podemos observar em seu desempenho no circo. Ao nos introduzir a esse mundo mágico, cheio de fantasia e imaginação, o artista tem como sua fonte de maior valor criativo para o circo: o Palhaço Patusko, de Lowry Landi, seu grande mentor.

Trazendo também outras formas de pesquisa e de interpretação artística, de artistas consagrados como: Chaplin, Jerry Lewis, Oscarito, entre outras, para o seu palhaço e seu trabalho, são perceptiveis através do seu caminhar, nos gestos, expressões, etc. Elas podem ser lidas como singulares e resultam e se desvelam nas apresentações como resultado da expressão artística: Patrão é um palhaço, mímico, cantor e dançarino. Sem conhecer barreira de público, tal como concebia seu orientador Lowry Landi, conhecido no circo como palhaço Patusko, o artista pode atuar tanto para uma ou duas pessoas, bem como para uma plateia maior com mais de cem, duzentas, mil pessoas. Não importa. Nos palcos da vida faz parte da essência do artista ter de ir aonde o povo está. Se a plateia é colossal não é diferente. Como já  mostrou o seu mentor ao realizar suas apresentações através da mímica, Alvaro pode fazer o mesmo, em suas demonstrações utilizando ou lançando mão de recursos tecnológicos como, por exemplo, microfones e caixas acústicas.

Mesmo que não tenha tais recursos tecnológicos o palhaço Patrão realiza as suas apresentações trabalhando com a projeção de sua voz, caso haja a necessidade de uso, pois o mesmo aprendeu a arte da mimica com Landi.

O artista ao dar vida ao palhaço Patrão, como lhe ensinara seu mentor, trabalha com piadas inteligentes e sempre atualizadas, sem ofensas ou palavrões. Ele é um palhaço de muita simplicidade, que interage com a plateia por meio de brincadeiras e outras nuances e reações realizando improvisações.

Patrão aprendeu com Patusko técnicas tradicionais que foram consagradas com palhaços de picadeiro, como assim fazia seu professor de palhaçaria e maior inspirador, Patusko.

O palhaço Patrão nasceu em 2008 para uma apresentação no Dia das Crianças. Há um fato intrigante no seu nascimento, curioso mas ao mesmo tempo inspirador e poético: é que ele foi assim nomeado por crianças órfãs da cidade de Brasília, Distrito Federal. Consequentemente fazendo uma crítica social, pois Patrão remete aos patrões ou poderosos.

Este que era inicialmente um palhaço sem nome, apenas um mímico, dançarino e cantor. Sofreu influência das artes circenses e teatrais que, somadas a outras, por meio da sua fonte de busca, através, por exemplo, do cinema, da televisão, das artes ilustrativas, dos personagens de desenho animado e animações e dos quadrinhos, todas contribuíram para a criação do palhaço Patrão. Também utiliza como inspiração não somente os grandes mestres do circo antigo, mas também HQs, Mangás e palhaços da atualidade, como Mr. Been, de Rowan Atkinson, a Turma do Chaves e o Chapolim Colorado, de Roberto Gómes Bolaños, que serviram de motivação ao palhaço de Alvaro Neto.

Uma coisa importante a se destacar é que este nunca deixou de lado as origens do circo e dos grandes mestres, como Marcel Marceau, por exemplo inspirando-se na maquiagem com contornos em preto e branco nos olhos, sobrancelhas e nariz.

A vestimenta do Palhaço Patrão é composta por terno, paletó ou ousados suspensórios que remete à tradição dos palhaços franceses e aos palhaços do cinema mudo como: Charles Chaplin, O Gordo e o Magro e Os Três Patetas que influenciaram muito em seu desenvolvimento. O palhaço Patrão traz, assim, uma nova versão destes em seu processo criativo. A junção de todas essas inspirações aliadas à influência de seu professor de clownaria, Patusko, que é o palhaço de Lowry Landi, deram vida ao palhaço Patrão. Isso significa que o palhaço Patrão vem seguindo a mesma linha de seu professor de clownaria, Patusko – o palhaço de Lowry Landi.

A dupla Patrão e Patusko empreendeu uma grande jornada do ano de 2008 até o ano de 2022. As suas últimas exibições foram em 2019, onde se apresentaram tanto pelo Pueblo Cio da Arte quanto pelo IACAN – Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto.

Uma consideração importante é que, atuando juntamente com o palhaço Patusko, o palhaço Patrão, faz uso da persona de um doutore, igual na antiga Comedia dell”arte, o Palhaço Patrão trazendo também em suas apresentações a presença de um alter ego como da mesma forma trouxe uma mudança de personalidade, um outro eu, em sua raiz, não sendo vilão ou herói mas sim o que o espetáculo necessita.

Eles realizaram shows em festas e eventos, participaram de vários projetos sociais que até hoje podem ser vistos usando-se a internet. Enfim, Lowry Landi, e seu o palhaço Patusko, foi seu maior parceiro até hoje, além de um grande professor. Ele deixa muitas saudades em seu aprendiz, pois, assim como nas artes, na vida também eram parceiros inseparáveis. Abrilhantados por Alvaro Neto e Lowry Landi – dois multiartistas – eles apresentaram quando juntos as principais nuances das Artes (plásticas, visuais, cênicas e musicais).

Alvaro recebeu a triste notícia que Lowry Landi deixou o grande palco da vida mais ou menos às 12 horas do dia 20 de Junho de 2022, entretanto existem fontes que indicam que Lowry Landi deixou-nos no dia 19 de Junho de 2022. porém Patusko continua vivo dentro do seu legado que foi deixado para o palhaço Patrão, juntamente com todos os ensinamentos que foram passados por Lowry Landi para  Alvaro Neto e muitos outros artistas formados por ele. Um legado passado na forma de projetos, ensinamentos, carinho e sonhos, muitos ainda pendentes, com a sua partida faz com que Alvaro Neto, seja obrigado a seguir levando adiante esse tesouro de ensinamentos. É um grande legado que o força a novas propostas e objetivos. E, claro, nunca esquecendo-se dos  métodos e ensinamentos adquiridos pelo seu grande educador e amigo Lowry Landi o palhaço  Patusko que é a  maior inspiração para o palhaço de Alvaro Neto.

 

Release das últimas apresentações de Patrão & Patusko

 

Imagine dois palhaços da comédia Dell`Arte um Doutore – Patrão – e um Alerquino – Patusko –, um muito rico e o outro um mordomo muito trapalhão. Ao se encontrarem o que se revela é a alegria, desse encontro surge, pois, a felicidade e alegria em todos os corações, seja um coraçãozinho mais novo, de criança, seja um outro já pleno das experiências que a vida ensina.

São artistas como Alvaro Neto e Lowry Landi que nos fazem reviver o sonho da magia circense ao se apresentarem e trazerem em suas atuações esse mundo mágico do palhaço de circo. Como dissemos, eles se baseiam na comedia Dell´Arte, utilizando técnicas de improviso, dança, mímica e pantomima. Tendo como cenário qualquer lugar onde possam se apresentar para um público que esteja aberto para se encantar, eles fazem sua apresentação adaptando-se ao local desejado.

São artistas que se metamorfoseiam qual camaleão, são artistas, por isso mesmo, múltiplos. Ao criar seu personagem aparece, por um lado, o estereótipo do Doutore, cujas mãozinhas sujas são oferecidas ao mordomo que, por outro lado, ao limpá-las, mostra toda a sua graça de mordomo trapalhão, palhaço baseado no estereótipo do Arlequim que apronta muitas travessuras.

FONTE:  Andrè

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Beleza

 Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo Celebra sua 10ª Edição com Homenagem à diretora Ursula Meier.

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Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo Celebra sua 10ª Edição com Homenagem à diretora Ursula Meier – presença confirmada no evento .  Blackbird, Blackbird, Blackberry, de Elene Naveriani, eleito Melhor Filme Suíço de Ficção no Swiss Film Award 2024, abre o evento no dia 05 de junho  de 5 a 12 de junho, sessões presenciais no CineSesc, em São Paulo. Uma seleção de filmes disponíveis gratuitamente para todo o Brasil na plataforma Sesc Digital .

 Em breve, programação completa em sescsp.org.br/panoramasuico

Programação especial, de 7 a 9 de junho, no CCBB Brasília

 

“Blackbird, Blackbird, Blackberry”, de Elene Naveriani | Divulgação

 

Com 15 anos de existência, o Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo celebra sua 10ª edição, com uma seleção de 12 filmes e uma homenagem à consagrada diretora suíça Ursula Meier – que estará presente no evento e ganhará uma retrospectiva de sua obra.

 

Entre documentários e ficções, o evento, que acontece em São Paulo de 5 a 12 de junho 2024 no CineSesc, apresenta produções recentes premiadas e selecionadas durante o Festival Jornadas de Soleure 2024. A programação reflete a diversidade linguística e cultural da Suíça, abordando temas relevantes para o mundo contemporâneo. Paralelamente, será apresentado no CCBB Brasília um programa especial, com 3 filmes, de 7 a 9 de junho.

A cerimônia de abertura acontece no dia 5 de junho, às 20h, no CineSesc, com a exibição do premiado “Blackbird, Blackbird, Blackberry” (2023), filme da diretora Elene Naveriani. A obra levou o prêmio de Melhor Filme Suíço de Ficção, além de Melhor Roteiro e Edição no Swiss Film Award 2024. O longa-metragem narra a história de uma mulher de 48 anos, que vive solteira em uma vila na Geórgia e se vê envolvida em fofocas locais enquanto enfrenta o dilema, ao se apaixonar, de manter um relacionamento ou buscar a independência

O Embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, que também estará presente no evento, destaca “que o sucesso do Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, que comemora em 2024, sua 10ª edição e 15 anos de existência, é fruto das sólidas parcerias entre a Suíça e o Brasil. Consideramos o 10º Panorama uma ocasião para celebrar o apoio do Sesc São Paulo, desde sua 1ª edição, em 2009, fundamental para sua longevidade e uma referência para projetos culturais suíço-brasileiros. Este ano, também contamos com o apoio do CCBB Brasilia, que apresenta um programa especial do 10º Panorama na capital federal. Graças ao Centro Cultural do Banco do Brasil, tivemos a oportunidade em edições passadas de levar esta mostra a outras capitais brasileiras”.

Para o diretor do Sesc São Paulo, Luiz Deoclecio Massaro Galina, “as cooperações internacionais na produção cinematográfica são estratégias consolidadas para o desenvolvimento de projetos, em diferentes etapas, inclusive na distribuição. Neste cenário, a realização do 10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, parceria do Sesc São Paulo e Consulado Geral da Suíça em São Paulo, oportuniza ao público brasileiro visitar uma seleção de filmes suíços, constituída por uma curadoria com representação dos dois países, ambos reconhecidos pela multiculturalidade.”.

O Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo tem estabelecido importantes imersões no mundo cinematográfico suíço, por meio de colaborações com festivais como Journées de Soleure, Festival de Locarno, Festival Visions du Réel, Festival Filmar en América Latina. Seu principal parceiro na Suíça é a SWISS FILMS, Agência Pública de Cinema Suíço, de quem recebe a chancela e o apoio para sua realização.

A retrospectiva com a diretora suíça Ursula Meier traduz a importância de sua obra para o cinema suíço contemporâneo, assim como para a história do Panorama, que ao longo de suas edições, exibiu a maioria dos seus filmes e acompanha sua trajetória. A seleção traz o último filme da cineasta “A linha/La ligne” (2022), Prêmio de Melhor Direção, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro, no Swiss Film Award 2023, “Diário da minha cabeça/ Journal de ma tête” (2018), com Fanny Ardant, “Minha irmã/L’enfant d’en haut” (2012), com Léa Seydoux, Urso de Prata na Berlinale 2012 e o longa-metragem de estreia da diretora,  “Home” (2008), com Isabelle Huppert, exibido na Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes de 2008 e indicado em 3 categorias no Césars (Melhor Primeiro Filme, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro) e Prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Ator no Swiss Film Prize 2029.

Complementando esta retrospectiva, o panorama exibe o curta “Kacey Mottet Klein, Nascimento de um Ator” (2015) protagonizado pelo ator Kacey Mottet Klein, que atuou nos filmes “Home”, “Sister”, e “Journal de ma tête”.  A diretora estará presente em todas as sessões para apresentar seus filmes e participará de bate-papo com o público, na quinta-feira, dia 6/6, no CineSesc.

A equipe de curadoria do Panorama é composta por representantes do Sesc São Paulo, dos Consulados Gerais da Suíça em São Paulo e no Rio de Janeiro, e conta com o apoio da Embaixada da Suíça no Brasil.

 

On-line para todo Brasil (de 5 a 12/06/2024)

 

Na plataforma Sesc Digital estarão disponíveis gratuitamente para todo o país os filmes: “Bom dia Ticino/Bon Schuur Ticino” (2023), “Eu Sou Pretas/Je Suis Noires” (2022), “Manga da Terra/Manga D’Terra” (2023).

 

Serviço:

 

10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo São Paulo

05 a 12 de junho de 2024

Informações em sescsp.org.br/panoramasuico

Local: CineSesc – Rua Augusta, 2075, Cerqueira César

Ingressos: R$24,00 (inteira) R$12,00 (meia) e R$ 8,00 (trabalhadores do comércio)

Realização:

 

10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo Brasília

07 a 09 de junho de 2024

Local: CCBB Brasília às 19h (a confirmar sessões e horários)

Endereço: Asa Sul Trecho 2, Brasília – DF

Entrada franca

Assessoria de Imprensa: Atti Comunicação

Eliz Ferreira – (11) 991102442 – eliz@atticomunicacao.com.br

Valéria Blanco – (11) 991050441 – atticomunicacao1@gmail.com

 

Conheça os filmes do 10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo
sescsp.org.br/panoramasuico

Imagens de divulgação: _10 panorama suíço

A ESCUTA – DIE ANHÖRUNG

Dir.: Lisa Gerig | Suíça | 2023 | 81 min | Documentário | 16 anos

Quatro requerentes de pedido de asilo rejeitados revivem a audiência sobre as razões que os levaram a fugir de seus países de origem, revelando o cerne do procedimento de concessão de asilo. Os entrevistados serão capazes de descrever suas experiências traumáticas de uma forma que satisfaça os critérios oficiais? Pela primeira vez, o filme proporciona uma visão desta escuta sensível, questionando assim o próprio procedimento de concessão de asilo.

 

BLACKBIRD BLACKBIRD BLACKBERRY

Dir.: Elene Naveriani | Suíça Geórgia | 2023 | 110 min | Ficção | 16 anos

Etero, uma mulher de 48 anos que vive em uma pequena aldeia na Geórgia, nunca quis um marido. Ela valoriza sua liberdade tanto quanto seus bolos. Mas sua escolha de morar sozinha é motivo de muita fofoca entre as pessoas da vila. Inesperadamente, ela acaba se apaixonando por um homem e de repente se depara com a decisão de seguir com o relacionamento ou continuar com sua vida independente. Etero deve lidar com seus sentimentos e decidir como encontrar seu próprio caminho para a felicidade.

BOM DIA, TICINO – BON SCHUUR TICINO

Dir.: Peter Luisi | Suíça Itália | 2023 | 88 min | Ficção | 14 anos

Um referendo maluco coloca a Suíça em estado de emergência. No país, até então com 4 línguas nacionais e cuja maioria da população é pelo menos bilíngue, com a aprovação da iniciativa “No Bilingue” (Não ao Bilinguismo), deverá existir apenas uma língua nacional: o francês. Portanto, muitos suíços que falam alemão entram em crise. Incluindo Walter Egli, de 56 anos, que trabalha na Polícia Federal e deve garantir que a transição para o monolinguismo seja feita de maneira adequada. Embora ele próprio quase não fale francês, é enviado ao Ticino com um parceiro que fala francês para identificar um grupo de resistência que está combatendo a nova lei usando todos os meios necessários.

 

EU SOU PRETAS – JE SUIS NOIRES

Dir.: Rachel M’Bon, Juliana Fanjul | Suíça | 2022 | 52 min | Documentário | 16 anos

Na Suíça, uma terra de consenso e neutralidade, mulheres levantam suas vozes na luta pelo reconhecimento do racismo estrutural, desconstruindo estereótipos e reivindicando a sua dupla identidade suíça e negra. Neste contexto, Rachel Barbezat M’Bon, uma jornalista suíço-congolesa, inicia a sua própria busca pela identidade. Em seu caminho para a emancipação, ela questiona o seu passado, o seu presente e ergue um espelho para o seu país e seus pares.

MANGA DA TERRA – MANGA D’TERRA

Dir.: Basil Da Cunha | Suíça | 2023 | 96 min | Ficção | 16 anos

Rosa, de 20 anos, deixa os dois filhos em Cabo Verde e muda-se para Lisboa na esperança de lhes proporcionar uma vida melhor. Presa entre o assédio dos chefes gângsteres e a violência policial diária, Rosa tenta encontrar conforto nas mulheres da comunidade. Mas a sua verdadeira fuga é a música.

O AMOR DO MUNDO – L’AMOUR DU MONDE

Dir.: Jenna Hasse | Suíça | 2023 | 76 min | Ficção | 14 anos

Às margens do Lago Genebra, Margaux, de 14 anos, conhece Juliette, uma criança de sete anos que está sob seus cuidados, e Joël, um pescador que voltou recentemente da Indonésia. Unidos na recusa silenciosa de enfrentar a vida, os três ficam divididos entre a atração, a decepção e a saudade de lugares distantes.

O DESAPARECIMENTO DE BRUNO BRÉGUET – LA SCOMPARSA DI BRUNO BRÉGUET

Dir.: Olmo Cerri | Suíça | 2024 | 97 min | Documentário | 14 anos

 

Em junho de 1970, Bruno Bréguet, um estudante do ensino secundário de apenas 20 anos, é preso em Israel enquanto tentava contrabandear explosivos para a resistência palestina. Ele é condenado a sete anos de prisão. Em 1995, ele desaparece misteriosamente de uma balsa que viajava da Itália para a Grécia. Retrato de uma geração que tentou tudo o que estava ao seu alcance para tornar o mundo um lugar mais justo. Um exame crítico do significado da desobediência civil e da resistência militante.

 

RETROSPECTIVA URSULA MEIER

A LINHA – LA LIGNE

Dir.: Ursula Meier | Suíça França Bélgica | 2022 | 102 min | Ficção | 16 anos

Depois de uma violenta discussão com a mãe, Margaret, de 35 anos, com um longo histórico de infligir e sofrer violência, é sujeita a uma ordem de restrição rigorosa antes do julgamento: ela não tem mais permissão de fazer contato com a mãe ou se aproximar a menos de 100 metros da casa da família durante três meses. Mas esta separação apenas aumenta o seu desejo de ficar mais perto da família, levando-a a retornar todos os dias a esta fronteira invisível e intransponível.

DIÁRIO DA MINHA CABEÇA – JOURNAL DE MA TÊTE
Dir.: Ursula Meier | Suíça | 2018 | 70 min | Ficção | 16 anos

Poucos minutos antes de matar o pai e a mãe a sangue-frio, Benjamin Feller – um jovem de 18 anos – envia pelo correio seu diário pessoal, no qual confessa e explica o duplo homicídio, à sua professora de francês. A escolha de vincular esta mulher ao seu ato e arrastá-la consigo, ocorre vários meses depois de uma relação pedagógica em que os alunos foram incentivados a escrever diários pessoais.

KACEY MOTTET KLEIN – NASCIMENTO DE UM ATOR
KACEY MOTTET KLEIN – NAISSANCE D’UN ACTEUR
Dir.: Ursula Meier | Suíça | 2015 | 14 min | Documentário | 16 anos

Oito anos. Doze anos. Quinze anos. Um corpo que cresce diante da câmera, absorvendo sensações e emoções, confrontando seus limites e suas zonas mais obscuras. Um corpo que ao longo dos anos se entrega à personagem, transformando o que poderia ser visto como uma simples brincadeira (infantil) no verdadeiro trabalho de um ator. Um retrato de um adolescente que criado com a câmera.

MINHA IRMÃ – L’ENFANT D’EN HAUT
Dir.: Ursula Meier | Suíça França | 2012 | 97 min | Ficção | 16 anos

Simon mora com sua irmã mais velha em um complexo residencial situado em um vale abaixo de uma luxuosa estação de esqui suíça. Com a irmã entrando e saindo de empregos e relacionamentos, Simon, de 12 anos, assume a responsabilidade de sustentar os dois. Todos os dias, ele pega o elevador para o opulento mundo do esqui, furtando equipamentos de turistas ricos para revender às crianças locais no vale. Ele é capaz de garantir a subsistência com seus pequenos golpes, e sua irmã é grata pelo dinheiro que ele traz. Porém, quando Simon faz parceria com um trabalhador britânico corrupto, ele começa a perder o limite, afetando seu relacionamento com a irmã e mergulhando em um território perigoso.

HOME
Dir.: Ursula Meier | Suíça França Bélgica | 2008 | 98 min | Ficção| 16 anos

Em meio à uma área rural tranquila e deserta, estende-se a perder de vista uma rodovia inativa, abandonada desde sua construção. À beira do asfalto, há uma casa isolada onde vive uma família. As obras estão prestes a recomeçar e foi anunciado que a rodovia será aberta ao tráfego em breve…

 

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