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Saúde

Embolização de mioma uterino: alternativa de tratamento que preserva o útero

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Por Dr. Rafael Noronha, Especialista em Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular pelo Hospital das Clínicas da FM-USP e fellowship no Hospital St’Georges Healthcare, em Londres. Cirurgião Vascular pela Faculdade de Medicina do ABC. Doutorado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Referência em procedimentos de embolização. Atuação no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e sócio do CAVA: Centro Avançado de Cirurgia Endovascular e Radiologia Intervencionista.

O mioma uterino é um tumor benigno muito comum, que acomete a maioria das mulheres ao longo de suas vidas. De fato, estudos estimam que 70 a 80% da população feminina irá apresentá-los em algum momento, sendo fundamental, portanto, que as mulheres estejam esclarecidas sobre seus sintomas e formas de tratamento.

Em um estudo de 2013, com quase mil mulheres, cerca de 80% delas responderam que gostariam de um tratamento que não envolvesse cirurgia invasiva, 51% que esse tratamento preservasse o útero e 42% daquelas com menos de 40 anos desejavam ainda manter a fertilidade.

Apesar disso, a maioria das mulheres jamais foi informada a respeito da possibilidade de tratamento dos miomas com embolização, uma técnica minimamente invasiva e que preserva o útero. Em um estudo americano de 2017, 60% das entrevistadas desconheciam a existência do procedimento.
A maioria dos miomas é assintomática e detectada por acaso durante a realização de exames de imagem. Entretanto, 30 a 50% deles podem causar sangramento menstrual aumentado, dor pélvica, constipação, incontinência urinária e até infertilidade, impactando na qualidade de vida das mulheres acometidas.

Para os casos em que se recomenda tratamento cirúrgico, a retirada total do útero (histerectomia) ainda é o procedimento mais realizado.

Entretanto, tem-se associado tal tratamento a efeitos negativos em médio e longo prazo, como maior incidência de problemas psicológicos (ansiedade e depressão) e a um aumento no risco de prolapso vaginal, incontinência urinária e até mesmo de alguns tipos de câncer, como tireóide e células renais.
Um estudo recente demonstrou, inclusive, que mulheres submetidas à histerectomia apresentaram risco aumentado de hiperlipidemia (colesterol e triglicérides), hipertensão, obesidade e arritmias cardíacas em comparação a mulheres que mantiveram seus úteros.

Quando a histerectomia foi realizada com menos de 35 anos de idade, as pacientes passaram, inclusive, a apresentar risco 4.6 vezes maior de insuficiência cardíaca e 2.5 vezes maior de doença coronariana.

Felizmente, existem atualmente opções minimamente invasivas de tratamento, que possibilitam a preservação do útero e da fertilidade, como a embolização das artérias uterinas, realizada por médico especialista em radiologia intervencionista.

Nessa abordagem, um cateter é inserido na circulação e navega até os vasos que alimentam o útero e os miomas. Neste local são injetadas pequenas partículas que ocluem a circulação dos miomas, causando resolução dos sintomas em 90% dos casos e redução de cerca de 50% do tamanho dos miomas.

Com isso em mente, defendemos ser fundamental que todas as mulheres sejam plenamente informadas tanto sobre a condição, quanto sobre todas as opções de tratamento, para que possam fazer parte do processo de decisão a respeito de qual delas se adequa melhor ao seu caso. https://rafaelnoronhacavalcante.com/

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Saúde

“O negócio é não ficar doente”, explica a nutricionista funcional Denize Costa sobre alimentação saudável!

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“Você é o que absorve. O negócio é não ficar doente”. Com esta frase, a nutricionista funcional Denize Costa faz uma releitura da clássica “você é o que você come” para explicar os benefícios da Nutrição Funcional. ” Teu corpo é a tua Ferrari. Você não vai colocar uma gasolina batizada nela. O mesmo acontece com os alimentos absorvidos pelo seu organismo”, explica Denize.

Denize Costa é professora da Educação Básica, Nutricionista. Com suas especialidade em Nutrição Clínica e Funcional. Pós graduanda em Ayurveda, uma especialização que traz tanto a teoria quanto a prática do sistema de medicina tradicional da Índia.

Denize faz questão de alertar quanto aos malefícios de uma alimentação baseada em produtos industrializados, pobre em nutrientes. “Pode comer uma besteira de vez em quando? Pode. Mas, alimentos empacotados não podem ser regras na sua dieta”, explica.

Segundo a nutricionista a qualidade de vida vem do princípio de sentir prazer no viver. Ela explica que se obtém uma boa qualidade de vida com a mudança e melhoria nos hábitos, que agregam tanto no aspecto físico quando no psicológico, podendo elevar de forma positiva a qualidade de vida.

Conhecendo os benefícios da nutrição funcional. Ela afirma que a Nutrição Funcional é uma nova linha, que tem como foco a prevenção dos desequilíbrios do corpo, entendendo que um organismo saudável é resultado daquilo que ele recebe como alimento ou por meio do ambiente em que está inserido. “Neste contexto, o sintoma é apenas uma dica do que deve ser curado e não um fator a ser eliminado temporariamente. Ou seja, a cura está na causa e a causa, geralmente, está na má qualidade da alimentação”, diz a profissional.

Para Denize, “dentro deste novo campo de estudos e aplicação da Nutrição, muitas desordens metabólicas, doenças crônicas ou não, distúrbios alimentares e programação genética são possíveis. Todas elas, por meio de alimentos e fitoterápicos, se distanciando de fármacos e dietas extenuantes”.

“O grande diferencial da Nutrição Funcional é o apreço que se há pela promoção do equilíbrio entre corpo e mente e sua visão ao ser humano como um todo, não apenas focando em um órgão adoecido”, explica Denize.

“Quando um paciente procura a nutricionista para perder peso, invariavelmente, ele chega com vários sintomas de outras desordens que com certeza estão atrapalhando seu emagrecimento. É ali que vamos atuar para colocar este corpo em equilíbrio e então, como consequência de um organismo equilibrado, virá a perda de peso ponderada e segura”.

Conheça mais sobre os trabalhos da especialista no link abaixo.
https://www.instagram.com/nutridenizecosta?igsh=MTc3MjJvOGxvOGpuZw==

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Saúde

Quiropraxia tem riscos? Saiba a importância de buscar um bom profissional

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A quiropraxia pode ajudar a trazer melhoras incríveis, mas precisa ser feita por um profissional qualificado para isso, afirma o fisioterapeuta José Ordenes

Dores do joelho, do pescoço, na coluna, etc., podem afetar bastante a qualidade de vida tanto pelo desconforto, quanto por limitar os movimentos. Mas cada vez mais técnicas importantes têm se popularizado para ajudar a tratar esse tipo de problema, como é o caso da quiropraxia.

A Quiropraxia é um conjunto de técnicas de manipulação das articulações para restaurar e manter a saúde através do alinhamento da coluna vertebral e as articulações de membros.

De acordo com o fisioterapeuta José Ordenes, a técnica ajuda a melhorar bastante as dores e a mobilidade do paciente.

“Não é à toa que a quiropraxia se popularizou tanto nos últimos anos, ela é altamente eficaz na redução da dor e na melhoria da mobilidade dos pacientes. Os ajustes quiropráticos permitem aliviar a dor por meio de estimular os analgesicos internos do corpo do paciente, o que não só reduz a dor, mas também melhora na mobilidade e na percepção de bem estar corpo”, afirma.

Quiropraxia traz riscos?

Muitas pessoas ficam impressionadas com os vídeos que circulam pela internet sobre práticas de quiropraxia, mas os ‘estalos’ tradicionais da técnica não são perigosos e sim benéficos, mas sempre quando são feitos por profissionais qualificados.

“Qualquer técnica de fisioterapia e reabilitação precisa ser realizada por um profissional qualificado e experiente para ter bons resultados, se ela for feita por pessoas leigas no tema podem trazer problemas e acabar piorando a situação, principalmente quando se trata de articulações mais sensíveis”.

“A aplicação correta, frequência e intensidade são essenciais para bons resultados e para evitar complicações. Um quiropraxista experiente tem o conhecimento necessário para realizar ajustes com precisão, garantindo alívio de forma segura. Por isso, sempre busque por um profissional qualificado”, alerta José Ordenes.

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Saúde

Disforia de gênero: Entenda o que é a condição que afetou Maya Massafera

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Estima-se que 0,5% a 1% da população mundial sofra com disforia de gênero, afirma o Pós PhD em neurociências Dr. Fabiano de Abreu Agrela

Após a influenciadora e youtuber Maya Massafera ter sofrido uma crise de disforia no Festival de Cannes, na França, pouco tempo após revelar publicamente o resultado da sua transição de gênero levantou vários debates na internet sobre o que seria a disforia e suas causas.

Nas redes sociais, Maya revela que passou um ano em transição em segredo e que sofre de disforia, mas que está muito feliz com a transição: “Hoje quero falar sobre minha disforia e como eu gostaria que vocês pegassem esse exemplo e levassem pra vida de vocês!!! […] Fiquei quase 1 ano me transicionando, sem ter vazado nada”.

O que é disforia de gênero?

De acordo com o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, Pós PhD em neurociências e autor do estudo “Disforia de gênero, multidisciplinaridade e neurociências: Uma visão ampliada sobre o tema”, em parceria com o mestre em neurociências Dr. Francis Moreira e o bacharel em medicina Dr. Bruno Loser, a disforia é o não reconhecimento de características do seu sexo biológico.

“A disforia de Gênero (DG) é uma condição em que a pessoa sofre uma discordância entre seu sexo biológico e sua identidade de gênero. Diversos sistemas reconhecem a importância do apoio médico e psicológico para essas pessoas, incluindo a possibilidade de tratamento com terapia de reorientação de gênero e/ou cirurgia de mudança de gênero”.

“Mas existem críticas aos sistemas de classificação, argumentando que rotular a disforia de gênero como transtorno pode perpetuar a discriminação e o estigma em relação à comunidade trans”, explica.

O que fazer em casos de disforia?

A disforia, no caso de Maya, continua mesmo depois da transição de gênero, o que reforça a necessidade de um acompanhamento multidisciplinar para pessoas com a condição antes, durante e depois do processo.

“Uma abordagem multidisciplinar e baseada em evidências é essencial para entender e tratar a disforia, não basta apenas a assistência de um único profissional, mas sim um tratamento mais amplo, com psicólogos, psiquiatras, neurocientistas, etc., para auxiliar o paciente a atingir uma identidade de gênero coerente”.

“Existem evidências científicas de que há alterações neuroanatômicas e neurofuncionais em pessoas com disforia desde o nascimento, como diferenças na formação de feixes nervosos e na atividade dos neurotransmissores, o que ajuda a diminuir o preconceito e estigma sobre quem duvida dessas alterações estruturais”, afirma Dr. Fabiano.

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