Celebridades
4º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos. Evento gratuito acontece de 10 a 15 de dezembro.
4º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos.
COM O TEMA “ENTRE RAÍZES E HORIZONTES”, FESTIVAL CELEBRA DIREITOS HUMANOS COM FILMES, APRESENTAÇÃO MUSICAL, EXPOSIÇÃO, ENCONTROS E DEBATES
* gratuito, evento acontece de 10 a 15 de dezembro
* Davi Kopenawa e Lima Duarte são os homenageados desta edição
* na programação, filmes inéditos comercialmente, performance musical, debates e encontros, além de uma exposição sobre a ditadura chilena
* debate reúne filhos de Rubens e Euníce Paiva e de Vladimir e Clarice Herzog
* festival tem como locais Centro Cultural São Paulo, Centro MariAntonia da USP_, Cine Nave, Cine Olido, Cinemateca Brasileira, Espaço Augusta de Cinema, Ocupação 9 de Julho e Sesc Vila Mariana
* uma realização do Instituto Vladimir Herzog e da Criatura Audiovisual, a iniciativa tem patrocínio da CAIXA
link para imagens das atividades do festival
https://drive.google.com/drive/folders/12kB5o9K9e3IuZ_7b7npQ_6u0BuJa3dU6
Um encontro com o xamã e liderança Yanomami Davi Kopenawa, exibição de longas-metragens brasileiros ainda inéditos comercialmente, uma homenagem ao ator Lima Duarte, a exposição “Memórias encontradas: entre a solidariedade e a perseguição”, que inclui debate com filhos de Rubens e Euníce Paiva e de Vladimir e Clarice Herzog, e uma maratona musical em uma ocupação no centro paulistano com o DJ KL Jay e os blocos Filhos de Gil e Ritaleena.
Estes são alguns destaques da programação do 4º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, que acontece de 10 a 15 de dezembro na cidade de São Paulo e na plataforma de streaming Sesc Digital, acessível em todo o país.
Com todas as atividades gratuitas, este ano o festival ocupa os seguintes espaços culturais paulistanos: Centro Cultural São Paulo, Centro MariAntonia da USP, Cine Nave, Cine Olido, Cinemateca Brasileira, Espaço Augusta de Cinema, Ocupação 9 de Julho e Sesc Vila Mariana.
O evento celebra os 76 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelecida em 10 de dezembro, e seu objetivo é divulgar e discutir, através de manifestações artísticas, as diversas temáticas relacionadas aos direitos humanos.
Com o tema “Entre Raízes e Horizontes”, a proposta desta edição é tratar das ligações entre o que nos define historicamente e as possibilidades de projetar o futuro.
O 4º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos é uma realização do Instituto Vladimir Herzog e da Criatura Audiovisual, o evento tem patrocínio da CAIXA.
Cerimônia de abertura
Agendada para o dia 10/12, terça-feira, às 19h00, no Sesc Vila Mariana, a cerimônia de abertura do evento tem como principal atração a exibição de “Malês”, longa-metragem brasileiro ainda inédito no circuito comercial. Dirigida pelo ator Antonio Pitanga, a obra se passa durante aquela que é considerada como a maior insurreição de escravizados da história do Brasil: a Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 em Salvador, na Bahia. No elenco destacam-se Camila Pitanga, Rocco Pitanga, Samira Carvalho e Patricia Pillar, além do próprio diretor do filme.
Debate com filhos de Eunice e Rubens Paiva e Clarice e Vladimir Herzog
Em 13/12, sexta-feira, às 18h30, acontece o debate “Heroínas dessa História”, agendado para o Centro MariAntonia da USP. A data marca o anúncio, em 1968, do Ato Institucional nº 5 (AI-5), um dos atos mais duros da ditadura militar, que marcou o início dos chamados “anos de chumbo” no Brasil.
O encontro reúne a professora Vera Paiva e Ivo Herzog, presidente do conselho do Instituto Vladimir Herzog, ambos filhos de símbolos da luta contra o regime militar brasileiro. Vera Paiva, interpretada no filme “Ainda Estou Aqui” pelas atrizes Valentina Herszage e Maria Manoella, é filha do engenheiro e político assinado nos porões da ditadura militar Rubens Paiva (1929-1971) e da advogada Eunice Paiva (1929-2918) – estes, vividos no mesmo longa, respectivamente, por Selton Mello e por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. Já Ivo Herzog é filho do jornalista, professor e dramaturgo Vladimir Herzog (1937-1975), assassinado nas instalações do DOI-CODI, em São Paulo, e de Clarice Herzog, publicitária e liderança de um movimento que colocou em xeque e cobrou investigação da versão do Exército a respeito da morte de seu marido.
O debate vai partir do livro “Heroínas dessa História” (2020, Autêntica Editora), uma produção do Instituto Vladimir Herzog que conta a história de 15 mulheres em busca de memória, verdade e justiça. Eunice Paiva e a Clarice Herzog são retratadas na obra.
A mediação está a cargo da jornalista Tatiana Merlino, uma das organizadoras da publicação. O encontro é parte das atividades de abertura da exposição “Memórias Encontradas: entre a solidariedade e a perseguição”. (veja abaixo)
Homenagem a Davi Kopenawa
Davi Kopenawa é um dos homenageados nesta edição do 4º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos. No dia 12/12, quinta-feira, a partir das 20h30, o Centro Cultural São Paulo recebe o xamã e liderança do povo Yanomami, vencedor do Prêmio Right Livelihood e da Ordem do Mérito Cultural, para um encontro intitulado “Defender os Sonhos”. Conhecido mundialmente por sua luta em defesa dos povos indígenas e da floresta amazônica, além de ser coautor do livro “A queda do céu: palavras de um xamã Yanomami”, Davi Kopenawa irá dialogar com o público presente sobre a importância dos sonhos, da cultura e do mundo sensível para a defesa da vida.
Antes, às 16h30, no mesmo local, é exibido o longa-metragem “A Última Floresta” (2021), de Luiz Bolognesi, obra vencedora do prêmio do público da seção Panorama no Festival de Berlim e da qual Davi Kopenawa participa e é corroteirista.
Às 18h30 é a vez de “A Queda do Céu” (2024), longa-metragem baseado nas palavras de Davi Kopenawa que retrata a comunidade watoriki durante o importante ritual funerário reahu, um esforço coletivo para segurar o céu. Selecionada para o Festival de Cannes, o longa-metragem, inédito no circuito comercial, acumula prestigiosas premiações: melhor direção de documentário no Festival do Rio; grande prêmio do júri da competição Kaleidoscope no DOC NYC, maior festival de documentários dos Estados Unidos; melhor documentário internacional no Festival de Guanajuato (México); e prêmio especial do júri no Festival de Documentários DMZ (Coreia do Sul). Os diretores do filme, Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, também participam do encontro com Davi Kopenawa.
Homenagem a Lima Duarte
Filme de rara circulação, “Corpo em Delito”, de 1990, focaliza um médico legista que presta serviços aos órgãos de repressão política, forjando laudos de morte natural para massacrados pela tortura praticada nos porões da ditadura militar. Homenageado pelo festival, Lima Duarte, que interpreta o protagonista do longa, apresenta a sessão que acontece na Cinemateca Brasileira em 11/12, às 19h30. Dirigido por Nuno Cesar de Abreu (1948-2016), a obra tem no elenco nomes como Regina Dourado, Dedina Bernardeli, Fernando Amaral, Delta Araujo, Renato Borghi, Edyr de Castro, Carlos de Jesus, Alvaro Freire, Wilson Grey, José Marinho e Dira Paes.
Música na Ocupação 9 de Julho
No encerramento de sua quarta edição, o DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos apresenta uma programação especial em 15 de dezembro, domingo, com um dia inteiro dedicado à música e à solidariedade na Ocupação 9 de Julho, na região central da cidade de São Paulo.
A maratona começa com o tradicional almoço da Cozinha da Ocupação, em parceria com MTSC e o projeto Lute Como Quem Cuida, que a partir das arrecadações do almoço disponibiliza marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade. A partir das 15h, a Ocupação recebe um trio elétrico com programação musical, trazendo apresentações de artistas como o Bloco Filhos de Gil, o Bloco Ritaleena e o DJ KL Jay, entre outros.
Além da música, no local está prevista uma feira de produtos artesanais dos moradores da Ocupação 9 de Julho e um ponto de arrecadação de alimentos não perecíveis e roupas, a serem doados para iniciativas que apoiam pessoas em vulnerabilidade social.
Debate “Mover as palavras-flecha”
Agendado para o dia 14/12, sábado, às 17h30, o debate “Mover as palavras-flecha” conta com a participação dos artistas musicais Thiago Elniño e Brisa Flow. A mediação é da escritora Mel Duarte. No encontro, os artistas partem de símbolos presentes em suas obras, dialogando com ancestralidades e saberes afro-indígenas, para discutir o papel da música e da arte na defesa da vida, da dignidade e dos direitos humanos.
O rapper Thiago Elniño é destaque da nova cena do hip hop brasileira. Com originalidade, suas músicas abordam questões raciais e sociais no contexto urbano, principalmente através de rimas maravilhosamente alinhadas com sua capacidade de brincar com as palavras.
Brisa de la Cordillera, mais conhecida como Brisa Flow, é cantora, musicista, compositora, poeta, performer, produtora musical, ativista e uma das principais expoentes do futurismo indígena no Brasil.
Mel Duarte é uma escritora, poeta, slammer e produtora cultural brasileira. Seu mais recente livro de poesia, “Colmeia – poemas reunidos”, foi lançado em 2021 pela Editora Philos.
Exposição “Memórias Encontradas: entre a solidariedade e a perseguição”
Documentos dos perseguidos na ditadura de Augusto Pinochet no Chile, a partir de 1973, fazem parte da exposição “Memórias Encontradas: entre a solidariedade e a perseguição”, com inauguração em 13/12, sexta-feira, a partir das 16h00, no Centro MariAntonia da USP. Em cartaz até 30 de março de 2025, a exposição traz a história de homens e mulheres que, no golpe de Augusto Pinochet – 11 de setembro de 1973 – ingressaram na Embaixada da Argentina, em Santiago do Chile, em busca de refúgio. Os perseguidos incluíam muitos brasileiros e brasileiras que também não puderam regressar ao Brasil.
“Memórias Encontradas: entre a solidariedade e a perseguição” também ressalta a solidariedade de organizações e igrejas que salvaram vidas. Por sua vez, a artista brasileira Fulvia Molina apresenta instalação com as 434 vítimas citadas no Relatório da Comissão Nacional da Verdade no Brasil.
No evento de abertura da exposição estão previstas diferentes atividades, como a exibição do filme “Memória e Exílio”, de Silvio Tendler, e um debate sobre o livro “Heroínas dessa História”.
Filme premiado no Festival de Cannes
Vencedor do prêmio de melhor ator na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2024, “Baby” narra a história de um jovem sem rumo nas ruas de São Paulo que encontra um homem mais velho e novas maneiras de se sustentar. Ainda inédito comercialmente, a produção conquistou ainda os prêmios de melhor filme no Festival do Rio e de melhor interpretação no Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade. A sessão acontece em 13/12, às 19h00, no Cine Nave, no bairro paulistano do Cambuci.
“As Polacas” no Clube do Professor
Simultaneamente à sua estreia em salas comerciais, o longa “As Polacas” é atração de uma sessão especial fruto de uma parceria do com o Clube do Professor, projeto do Espaço Augusta de Cinema que promove exibições semanais gratuitas para educadores. A sessão, agendada para 14/12, às 11h00, será aberta ao público em geral.
O enredo do filme conta a saga da polonesa Rebeca, fugindo da perseguição aos judeus e dos horrores da guerra e da fome na Europa, chega ao Brasil para reencontrar o marido e iniciar uma nova vida. Porém, ao contrário das promessas de felicidade, a realidade que encontra no Rio de Janeiro é completamente diferente.
A produção percorreu festivais nacionais e internacionais, tendo recebido os prêmios de melhor diretor para João Jardim e melhor atriz para Valentina Herszage e Dora Freind no Festival de Punta del Leste (Uruguai). Caco Ciocler foi premiado como melhor ator no FESTin, em Lisboa, enquanto o som e música do longa foram laureados no Festival de Cine Latino de Oklahoma (EUA).
“Os Afro-sambas: O Brasil de Baden e Vinicius”: primeira exibição em SP
Inédito comercialmente, “Os Afro-sambas: O Brasil de Baden e Vinicius” ganha sua primeira projeção em telas paulistanas durante o festival. O filme conta, em diferentes dimensões, a história de um dos mais cultuados discos brasileiros: “Os Afro-sambas”, de 1966. Participantes da gravação original, críticos, amigos dos músicos e seus familiares revivem a criação dessa obra-prima. Filmada entre Salvador e Rio de Janeiro, a produção reúne também imagens de arquivo em histórias que iluminam uma obra que mudou para sempre a música brasileira e mundial. O diretor do longa Emilio Domingos tem no currículo “Black Rio! Black Power!” e “Chic Show”, entre outros.
Curtas-metragens no Cine Olido
Uma sessão composta por seis curtas-metragens brasileiros inéditos está programada no Cine Olido, no Centro Histórico de São Paulo, em 14/12, às 14h00. Abordando diferentes aspectos relacionados aos direitos humanos, os filmes selecionados são “Fluxo”, de Filipe Barbosa; “A Fumaça e o Diamante”, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida; “Utopia Muda”, de Julio Matos; “Meu Amigo Pedro MIXTAPE”, de Lincoln Péricles; “O Nome da Vida”, de Amanda Pomar; e “André Hullk: Arte e Ancestralidade”, de João Coelho e Rodrigo Duarte.
Plataforma Sesc Digital
Oito curtas-metragens da programação do ficam disponibilizados de 10 a 22 de dezembro pela plataforma Sesc Digital [https://sesc.digital/], de acesso gratuito.
Fazem parte da seleção “Bença”, de Mano Cappu, “Caiçara Futurista”, de Debora Bergamini, “Engole o Choro”, de Fabio Rodrigo, “Expresso Parador”, de JV Santos, “Lagrimar”, de Paula Vanina, “Nosso Panfleto Seria Assim”, de Leandro Olimpio, “O Silêncio Elementar”, de Mariana de Melo, e “Pequenas Insurreições”, de William de Oliveira.
PROGRAMAÇÃO
10 a 22/12
Sesc Digital (https://sesc.digital/)
“Bença” (15 min) – Mano Cappu
“Caiçara Futurista” (10 min) – Debora Bergamini
“Engole o Choro” (12 min) – Fabio Rodrigo
“Expresso Parador” (25 min) – JV Santos
“Lagrimar” (14 min) – Paula Vanina
“Nosso Panfleto Seria Assim” (25 min) – Leandro Olimpio
“O Silêncio Elementar” (15 min) – Mariana de Melo
“Pequenas Insurreições” (13 min) – William de Oliveira
10/12, terça-feira
Sesc Vila Mariana (rua Pelotas 141, Vila Mariana – São Paulo)
19h00 – cerimônia de abertura
“Malês” (113 min) – Antonio Pitanga
11/12, quarta-feira
Cinemateca Brasileira (largo Sen. Raul Cardoso 207, Vila Clementino – São Paulo)
19h30 – “Corpo em Delito” (90 min) – Nuno Cesar de Abreu
12/12, quinta-feira
Centro Cultural São Paulo – Sala Lima Barreto (rua Vergueiro 1000, Liberdade – São Paulo)
16h30 – “A Última Floresta” (77 min) – Luiz Bolognesi
18h30 – “A Queda do Céu” (108 min) – Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
20h30 – encontro “Defender os Sonhos”, com Davi Kopenawa; participação: Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
13/12, sexta-feira
Centro MariAntonia da USP (rua Maria Antônia 294, Vila Buarque – São Paulo)
16h00 – abertura da exposição “Memórias Encontradas: entre a solidariedade e a perseguição”
18h30 – encontro “Heroínas dessa História”, com Vera Paiva e Ivo Herzog, com mediação de Tatiana Merlino
Cine Nave (rua José Bento 106, Cambuci – São Paulo)
19h00 – “Baby” (106 min) – Marcelo Caetano
14/12, sábado
Espaço Augusta de Cinema (rua Augusta 1475, Consolação – São Paulo)
11h00 – “As Polacas” (124 min) – João Jardim
Cine Olido (av. São João 473, Centro Histórico – São Paulo)
14h00 – “Fluxo” (14 min) – Filipe Barbosa
“A Fumaça e o Diamante” (6 min) – Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida
“Utopia Muda” (20 min) – Julio Matos
“Meu Amigo Pedro MIXTAPE” (9 min) – Lincoln Péricles
“O Nome da Vida” (13 min) – Amanda Pomar
“André Hullk: Arte e Ancestralidade” (15 min) – João Coelho e Rodrigo Duarte
16h00 – “Os Afro-sambas: O Brasil de Baden e Vinicius” (93 min) – Emílio Domingos
17h30 – debate “Mover as palavras-flecha”, com Thiago Elniño, Brisa Flow e Mel Duarte
15/12, domingo
Ocupação 9 de Julho (rua Álvaro de Carvalho 427, Bela Vista – São Paulo)
12h30 – almoço Cozinha da Ocupação 9 de Julho, feira de produtos artesanais e arrecadação de alimentos não perecíveis e roupas
15h00 – Bloco Filhos de Gil, Bloco Ritaleena e DJ KL Jay, entre outros
Serviço
4º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos
10 a 15 de dezembro de 2024 (terça-feira a domingo) gratuito
Locais:
Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro 1000, Liberdade – São Paulo)
Centro MariAntonia da USP (rua Maria Antônia 294, Vila Buarque – São Paulo)
Cine Nave (rua José Bento 106, Cambuci – São Paulo)
Cine Olido (av. São João 473, Centro Histórico – São Paulo)
Cinemateca Brasileira (largo Sen. Raul Cardoso 207, Vila Clementino – São Paulo)
Espaço Augusta de Cinema (rua Augusta 1475, Consolação – São Paulo)
Ocupação 9 de Julho (rua Álvaro de Carvalho 427, Bela Vista – São Paulo)
Sesc Vila Mariana (rua Pelotas 141, Vila Mariana – São Paulo)
Realização
Instituto Vladimir Herzog
Criatura Produções
Patrocínio
CAIXA
Parcerias
Centro Cultural São Paulo
Centro MariAntonia da USP
Cinemateca Brasileira
Sesc SP
Ocupação 9 de Julho
Apoio
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência
Clube do Professor
Cine Nave
Informações para a imprensa:
ATTi Comunicação e Ideias – Eliz Ferreira e Valéria Blanco – (11) 3729.1455 / 3729.1456 / 9 9105.0441
Instituto Vladimir Herzog – lucasbarbosa@vladimirherzog.org
DADOS SOBRE OS FILMES
LONGAS-METRAGENS
“A Queda do Céu” (Brasil-RJ-SP/Itália/França, 2024, 108 min) – Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
Baseado nas palavras poderosas do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, o filme retrata a comunidade watoriki durante o importante ritual funerário reahu, um esforço coletivo para segurar o céu. O filme funciona como uma contundente crítica xamânica ao garimpo ilegal e à mistura mortal de epidemias trazidas pelos forasteiros, chamadas de “xawara”. Colocando em primeiro plano a beleza da cosmologia yanomami e dos espíritos xapiri, além de destacar sua força geopolítica, o longa nos convida a sonhar longe.
“A Última Floresta” (Brasil-SP, 2021, 77 min) – Luiz Bolognesi
Em imagens poderosas, alternando entre observação documental e sequências encenadas e densas paisagens sonoras, Luiz Bolognesi documenta a comunidade indígena Yanomami e descreve seu ambiente ameaçado na floresta tropical amazônica.
“As Polacas” (Brasil-RJ, 2023, 124 min) – João Jardim
- Fugindo da fome e da guerra na Polônia, Rebeca chega ao Brasil para reencontrar o marido e iniciar uma nova vida. Porém, ao contrário das promessas de felicidade, a realidade que ela encontra no Rio de Janeiro é completamente diferente. Rebeca descobre que o marido faleceu e acaba refém de uma grande rede de prostituição e tráfico de mulheres, chefiada pelo impiedoso Tzvi. Mesmo transgredindo suas próprias crenças, ela encontra aliadas que vivem o mesmo drama e, juntas, lutarão por liberdade. Com Valentina Herszage, Caco Ciocler, Dora Freind, Amaurih Oliveira, Otavio Muller, Clarice Niskier e Anna Kutner.
“Baby” (Brasil-SP/França/Países Baixos, 2024, 106 min) – Marcelo Caetano
Após ser liberado de um centro de detenção juvenil, Wellington, 18 anos, se vê sozinho e perdido nas ruas de São Paulo, sem nenhum contato com os pais ou recursos para reconstruir a vida. Ele encontra Ronaldo, um homem maduro que lhe ensina novas formas de sobrevivência. Gradualmente, a relação entre os dois se transforma em uma paixão conflituosa. Com João Pedro Mariano, Ricardo Teodoro, Ana Flavia Cavalcanti, Bruna Linzmeyer, Luiz Bertazzo, Marcelo Varzea e Patrick Coelho.
“Corpo em Delito” (Brasil-SP, 1990, 90 min) – Nuno Cesar de Abreu
Nas décadas de 1960/70, o Dr. Athos Moreira Brasil é um médico legista, frio e solitário, que presta serviços aos órgãos de repressão política, forjando laudos de morte natural para massacrados pela tortura praticada nos porões da ditadura militar. Ele se apaixona por Tana Divino, sensual, mística e amorosa, que trabalha numa casa noturna fazendo dublagens de cantoras. Com Lima Duarte, Regina Dourado, Dedina Bernardeli, Fernando Amaral, Delta Araujo, Renato Borghi, Edyr de Castro, Carlos de Jesus, Alvaro Freire, Wilson Grey, José Marinho e Dira Paes.
“Malês” (Brasil-RJ, 2024, 113 min) – Antonio Pitanga
O filme retrata uma jornada de resistência e coragem, ambientada na vibrante Salvador de 1835. Durante seu casamento, dois jovens muçulmanos são arrancados de sua terra natal na África e vendidos como escravos no Brasil. Separados pelo destino cruel, ambos lutam para sobreviver e se reencontrar, enquanto se veem envolvidos na maior insurreição de escravizados da história do Brasil: a Revolta dos Malês. Com Camila Pitanga, Rocco Pitanga, Antonio Pitanga, Samira Carvalho, Patricia Pillar, Edvana Carvalho e Bukassa Kabenguele.
“Memória e Exílio” (Brasil-RJ, 2023, 19 min) – Silvio Tendler
Filmado no Chile em setembro de 2023, durante os eventos em torno dos 60 anos do golpe militar chileno.
“Os Afro-sambas: O Brasil de Baden e Vinicius” (Brasil-RJ, 2024, 93 min) – Emílio Domingos
O filme conta, em diferentes dimensões, a história de um dos mais cultuados discos brasileiros: “Os Afro-sambas”, de 1966. Participantes da gravação original, críticos, amigos dos músicos e seus familiares revivem a criação dessa obra-prima. Filmado entre Salvador e Rio de Janeiro, o filme reúne também imagens de arquivo em histórias que iluminam uma obra que mudou para sempre a música brasileira e mundial.
CURTAS-METRAGENS
“A Fumaça e o Diamante” (Brasil-DF, 2023, 6 min) – Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida
Em outubro de 2016, três meses após o impeachment de Dilma Rousseff, acontecia na aldeia Catrimani (Terra Indígena Yanomami-AM/RR) a 8ª Assembleia da Associação Hutukara. No início da noite, uma intensa fumaça toma a aldeia enquanto acompanhamos o reencontro de uma família Yanomami no pátio central.
“André Hullk: Arte e Ancestralidade” (Brasil-SP, 2024, 15 min) – João Coelho e Rodrigo Duarte
Documentário que acompanha o trabalho com grafite de André Hullk, artista urbano conhecido como Hulk Manauara, nascido no Amazonas.
“Bença” (Brasil-PR, 2023, 15 min) – Mano Cappu
Na cadeia, a visita é sagrada. Antônio está ansioso para ver sua esposa, Vera. Entretanto, ao caminhar rumo ao pátio de visita, seu mundo começa a ruir ao ver saindo de uma das celas Rodrigo, seu filho. As relações paternas entre pai e filho são como um campo seco e sem vida.
“Caiçara Futurista” (Brasil-SP, 2024, 10 min) – Debora Bergamini
Ao som de “Na Pedra de Uma Costeira” e “Carimbó Caiçara”, músicas do artista Fidura Cardial, de Ilhabela (SP), o filme segue um caiçara à beira-mar que, encantado por uma sereia, embarca em sua canoa em busca da mulher de rabo de baleia. Enquanto rema, ele encontra criaturas fantásticas que acompanham sua jornada. Após chegar a uma praia remota, ele descobre uma festa onde as tradições caiçaras se entrelaçam com o futuro.
“Engole o Choro” (Brasil-SP, 2023, 12 min) – Fabio Rodrigo
Na periferia de São Paulo, Anderson, de 17 anos, furta a moto do pai. Ele quer se tornar um homem dando um basta em anos de exclusão e rejeição, mas baterá de frente com o que nunca foi ensinado a lidar: seus sentimentos.
“Expresso Parador” (Brasil-RJ, 2023, 25 min) – JV Santos Riofilme
No Rio de Janeiro, pior sistema de transporte público do mundo, uma atriz negra de 30 anos cruza a cidade num ônibus. Ela precisa fazer um teste para uma novela, um bico de teatro infantil e ainda estrear seu espetáculo como protagonista no lado oposto da cidade. Durante a viagem, um encontro inusitado bagunça passado, presente e futuro.
“Fluxo” (Brasil-SP, 2023, 14 min) – Filipe Barbosa
Fábio de 22 anos, jovem negro da Cidade Tiradentes, se reconecta com seu passado através de um baile funk com amigos. Durante o caminho, ele enfrenta desafios internos e externos, que o fazem confrontar seus sentimentos após o término de um relacionamento amoroso.
“Lagrimar” (Brasil-RN, 2024, 14 min) – Paula Vanina
Sozinha e rodeada pela seca, Joana é uma menina que vive em busca de água. Sua jornada deixa de ser solitária e ganha novo significado quando um inesperado e enigmático encontro acontece.
“Meu Amigo Pedro MIXTAPE” (Brasil-SP, 2023, 9 min) – Lincoln Péricles
O diretor revisita memórias registradas desde as primeiras câmeras e microfones a que teve acesso, construindo um filme em formato Mixtape de Rap, misturando sons e imagens do cinema brasileiro e desnaturalizando as imagens de trabalho.
“Nosso Panfleto Seria Assim” (Brasil-SP, 2024, 25 min) – Leandro Olimpio
Eu, meu amigo sindicalista, a Petrobras e o Brasil.
“O Nome da Vida” (Brasil-MG/SP, 2024, 13 min) – Amanda Pomar
Filme baseado na biografia de Wladimir Pomar, militante comunista preso em 1976 durante a operação militar conhecida como o Massacre da Lapa.
“O Silêncio Elementar” (Brasil-MG, 2024, 15 min) – Mariana de Melo
Em Minas Gerais, em meio a mineração, desdobra-se uma narrativa sobre o silêncio deixado pela extração mineral. Na cidade de Divinópolis, a sirene anuncia o início do dia das siderúrgicas. Em Itabira, trens levam o minério e junto dele as serras mineiras. Materiais de arquivo, imagens ficcionais e documentais se entrelaçam revelando as marcas que a mineração deixa nas paisagens e nas identidades.
“Pequenas Insurreições” (Brasil-PR, 2023, 13 min) – William de Oliveira
Em uma sala de espera de uma agência de babás, um grupo de mulheres compartilha experiências, reflete sobre suas vidas e decide firmar um pacto.
“Utopia Muda” (Brasil-SP, 2023, 20 min) – Julio Matos
A democratização dos meios de comunicação a partir da história da Rádio Muda, a mais longeva rádio livre que desafiou o sistema para defender a liberdade de expressão.
Celebridades
PALHAÇO PATRÃO o Multiartista Alvaro Neto expressa com sua arte a essência do ser humano.
Essa essência do ser humano, percebemos nas artes musicais, nas artes cênicas, e nas artes plásticas e visuais, como também podemos observar em seu desempenho no circo. Ao nos introduzir a esse mundo mágico, cheio de fantasia e imaginação, o artista tem como sua fonte de maior valor criativo para o circo: o Palhaço Patusko, de Lowry Landi, seu grande mentor.
Trazendo também outras formas de pesquisa e de interpretação artística, de artistas consagrados como: Chaplin, Jerry Lewis, Oscarito, entre outras, para o seu palhaço e seu trabalho, são perceptiveis através do seu caminhar, nos gestos, expressões, etc. Elas podem ser lidas como singulares e resultam e se desvelam nas apresentações como resultado da expressão artística: Patrão é um palhaço, mímico, cantor e dançarino. Sem conhecer barreira de público, tal como concebia seu orientador Lowry Landi, conhecido no circo como palhaço Patusko, o artista pode atuar tanto para uma ou duas pessoas, bem como para uma plateia maior com mais de cem, duzentas, mil pessoas. Não importa. Nos palcos da vida faz parte da essência do artista ter de ir aonde o povo está. Se a plateia é colossal não é diferente. Como já mostrou o seu mentor ao realizar suas apresentações através da mímica, Alvaro pode fazer o mesmo, em suas demonstrações utilizando ou lançando mão de recursos tecnológicos como, por exemplo, microfones e caixas acústicas.
Mesmo que não tenha tais recursos tecnológicos o palhaço Patrão realiza as suas apresentações trabalhando com a projeção de sua voz, caso haja a necessidade de uso, pois o mesmo aprendeu a arte da mimica com Landi.
O artista ao dar vida ao palhaço Patrão, como lhe ensinara seu mentor, trabalha com piadas inteligentes e sempre atualizadas, sem ofensas ou palavrões. Ele é um palhaço de muita simplicidade, que interage com a plateia por meio de brincadeiras e outras nuances e reações realizando improvisações.
Patrão aprendeu com Patusko técnicas tradicionais que foram consagradas com palhaços de picadeiro, como assim fazia seu professor de palhaçaria e maior inspirador, Patusko.
O palhaço Patrão nasceu em 2008 para uma apresentação no Dia das Crianças. Há um fato intrigante no seu nascimento, curioso mas ao mesmo tempo inspirador e poético: é que ele foi assim nomeado por crianças órfãs da cidade de Brasília, Distrito Federal. Consequentemente fazendo uma crítica social, pois Patrão remete aos patrões ou poderosos.
Este que era inicialmente um palhaço sem nome, apenas um mímico, dançarino e cantor. Sofreu influência das artes circenses e teatrais que, somadas a outras, por meio da sua fonte de busca, através, por exemplo, do cinema, da televisão, das artes ilustrativas, dos personagens de desenho animado e animações e dos quadrinhos, todas contribuíram para a criação do palhaço Patrão. Também utiliza como inspiração não somente os grandes mestres do circo antigo, mas também HQs, Mangás e palhaços da atualidade, como Mr. Been, de Rowan Atkinson, a Turma do Chaves e o Chapolim Colorado, de Roberto Gómes Bolaños, que serviram de motivação ao palhaço de Alvaro Neto.
Uma coisa importante a se destacar é que este nunca deixou de lado as origens do circo e dos grandes mestres, como Marcel Marceau, por exemplo inspirando-se na maquiagem com contornos em preto e branco nos olhos, sobrancelhas e nariz.
A vestimenta do Palhaço Patrão é composta por terno, paletó ou ousados suspensórios que remete à tradição dos palhaços franceses e aos palhaços do cinema mudo como: Charles Chaplin, O Gordo e o Magro e Os Três Patetas que influenciaram muito em seu desenvolvimento. O palhaço Patrão traz, assim, uma nova versão destes em seu processo criativo. A junção de todas essas inspirações aliadas à influência de seu professor de clownaria, Patusko, que é o palhaço de Lowry Landi, deram vida ao palhaço Patrão. Isso significa que o palhaço Patrão vem seguindo a mesma linha de seu professor de clownaria, Patusko – o palhaço de Lowry Landi.
A dupla Patrão e Patusko empreendeu uma grande jornada do ano de 2008 até o ano de 2022. As suas últimas exibições foram em 2019, onde se apresentaram tanto pelo Pueblo Cio da Arte quanto pelo IACAN – Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto.
Uma consideração importante é que, atuando juntamente com o palhaço Patusko, o palhaço Patrão, faz uso da persona de um doutore, igual na antiga Comedia dell”arte, o Palhaço Patrão trazendo também em suas apresentações a presença de um alter ego como da mesma forma trouxe uma mudança de personalidade, um outro eu, em sua raiz, não sendo vilão ou herói mas sim o que o espetáculo necessita.
Eles realizaram shows em festas e eventos, participaram de vários projetos sociais que até hoje podem ser vistos usando-se a internet. Enfim, Lowry Landi, e seu o palhaço Patusko, foi seu maior parceiro até hoje, além de um grande professor. Ele deixa muitas saudades em seu aprendiz, pois, assim como nas artes, na vida também eram parceiros inseparáveis. Abrilhantados por Alvaro Neto e Lowry Landi – dois multiartistas – eles apresentaram quando juntos as principais nuances das Artes (plásticas, visuais, cênicas e musicais).
Alvaro recebeu a triste notícia que Lowry Landi deixou o grande palco da vida mais ou menos às 12 horas do dia 20 de Junho de 2022, entretanto existem fontes que indicam que Lowry Landi deixou-nos no dia 19 de Junho de 2022. porém Patusko continua vivo dentro do seu legado que foi deixado para o palhaço Patrão, juntamente com todos os ensinamentos que foram passados por Lowry Landi para Alvaro Neto e muitos outros artistas formados por ele. Um legado passado na forma de projetos, ensinamentos, carinho e sonhos, muitos ainda pendentes, com a sua partida faz com que Alvaro Neto, seja obrigado a seguir levando adiante esse tesouro de ensinamentos. É um grande legado que o força a novas propostas e objetivos. E, claro, nunca esquecendo-se dos métodos e ensinamentos adquiridos pelo seu grande educador e amigo Lowry Landi o palhaço Patusko que é a maior inspiração para o palhaço de Alvaro Neto.
Release das últimas apresentações de Patrão & Patusko
Imagine dois palhaços da comédia Dell`Arte um Doutore – Patrão – e um Alerquino – Patusko –, um muito rico e o outro um mordomo muito trapalhão. Ao se encontrarem o que se revela é a alegria, desse encontro surge, pois, a felicidade e alegria em todos os corações, seja um coraçãozinho mais novo, de criança, seja um outro já pleno das experiências que a vida ensina.
São artistas como Alvaro Neto e Lowry Landi que nos fazem reviver o sonho da magia circense ao se apresentarem e trazerem em suas atuações esse mundo mágico do palhaço de circo. Como dissemos, eles se baseiam na comedia Dell´Arte, utilizando técnicas de improviso, dança, mímica e pantomima. Tendo como cenário qualquer lugar onde possam se apresentar para um público que esteja aberto para se encantar, eles fazem sua apresentação adaptando-se ao local desejado.
São artistas que se metamorfoseiam qual camaleão, são artistas, por isso mesmo, múltiplos. Ao criar seu personagem aparece, por um lado, o estereótipo do Doutore, cujas mãozinhas sujas são oferecidas ao mordomo que, por outro lado, ao limpá-las, mostra toda a sua graça de mordomo trapalhão, palhaço baseado no estereótipo do Arlequim que apronta muitas travessuras.
FONTE: Andrè
Celebridades
Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo Celebra sua 10ª Edição com Homenagem à diretora Ursula Meier.
Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo Celebra sua 10ª Edição com Homenagem à diretora Ursula Meier – presença confirmada no evento . Blackbird, Blackbird, Blackberry, de Elene Naveriani, eleito Melhor Filme Suíço de Ficção no Swiss Film Award 2024, abre o evento no dia 05 de junho de 5 a 12 de junho, sessões presenciais no CineSesc, em São Paulo. Uma seleção de filmes disponíveis gratuitamente para todo o Brasil na plataforma Sesc Digital .
Em breve, programação completa em sescsp.org.br/panoramasuico
Programação especial, de 7 a 9 de junho, no CCBB Brasília
“Blackbird, Blackbird, Blackberry”, de Elene Naveriani | Divulgação
Com 15 anos de existência, o Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo celebra sua 10ª edição, com uma seleção de 12 filmes e uma homenagem à consagrada diretora suíça Ursula Meier – que estará presente no evento e ganhará uma retrospectiva de sua obra.
Entre documentários e ficções, o evento, que acontece em São Paulo de 5 a 12 de junho 2024 no CineSesc, apresenta produções recentes premiadas e selecionadas durante o Festival Jornadas de Soleure 2024. A programação reflete a diversidade linguística e cultural da Suíça, abordando temas relevantes para o mundo contemporâneo. Paralelamente, será apresentado no CCBB Brasília um programa especial, com 3 filmes, de 7 a 9 de junho.
A cerimônia de abertura acontece no dia 5 de junho, às 20h, no CineSesc, com a exibição do premiado “Blackbird, Blackbird, Blackberry” (2023), filme da diretora Elene Naveriani. A obra levou o prêmio de Melhor Filme Suíço de Ficção, além de Melhor Roteiro e Edição no Swiss Film Award 2024. O longa-metragem narra a história de uma mulher de 48 anos, que vive solteira em uma vila na Geórgia e se vê envolvida em fofocas locais enquanto enfrenta o dilema, ao se apaixonar, de manter um relacionamento ou buscar a independência
O Embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, que também estará presente no evento, destaca “que o sucesso do Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, que comemora em 2024, sua 10ª edição e 15 anos de existência, é fruto das sólidas parcerias entre a Suíça e o Brasil. Consideramos o 10º Panorama uma ocasião para celebrar o apoio do Sesc São Paulo, desde sua 1ª edição, em 2009, fundamental para sua longevidade e uma referência para projetos culturais suíço-brasileiros. Este ano, também contamos com o apoio do CCBB Brasilia, que apresenta um programa especial do 10º Panorama na capital federal. Graças ao Centro Cultural do Banco do Brasil, tivemos a oportunidade em edições passadas de levar esta mostra a outras capitais brasileiras”.
Para o diretor do Sesc São Paulo, Luiz Deoclecio Massaro Galina, “as cooperações internacionais na produção cinematográfica são estratégias consolidadas para o desenvolvimento de projetos, em diferentes etapas, inclusive na distribuição. Neste cenário, a realização do 10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, parceria do Sesc São Paulo e Consulado Geral da Suíça em São Paulo, oportuniza ao público brasileiro visitar uma seleção de filmes suíços, constituída por uma curadoria com representação dos dois países, ambos reconhecidos pela multiculturalidade.”.
O Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo tem estabelecido importantes imersões no mundo cinematográfico suíço, por meio de colaborações com festivais como Journées de Soleure, Festival de Locarno, Festival Visions du Réel, Festival Filmar en América Latina. Seu principal parceiro na Suíça é a SWISS FILMS, Agência Pública de Cinema Suíço, de quem recebe a chancela e o apoio para sua realização.
A retrospectiva com a diretora suíça Ursula Meier traduz a importância de sua obra para o cinema suíço contemporâneo, assim como para a história do Panorama, que ao longo de suas edições, exibiu a maioria dos seus filmes e acompanha sua trajetória. A seleção traz o último filme da cineasta “A linha/La ligne” (2022), Prêmio de Melhor Direção, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro, no Swiss Film Award 2023, “Diário da minha cabeça/ Journal de ma tête” (2018), com Fanny Ardant, “Minha irmã/L’enfant d’en haut” (2012), com Léa Seydoux, Urso de Prata na Berlinale 2012 e o longa-metragem de estreia da diretora, “Home” (2008), com Isabelle Huppert, exibido na Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes de 2008 e indicado em 3 categorias no Césars (Melhor Primeiro Filme, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro) e Prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Ator no Swiss Film Prize 2029.
Complementando esta retrospectiva, o panorama exibe o curta “Kacey Mottet Klein, Nascimento de um Ator” (2015) protagonizado pelo ator Kacey Mottet Klein, que atuou nos filmes “Home”, “Sister”, e “Journal de ma tête”. A diretora estará presente em todas as sessões para apresentar seus filmes e participará de bate-papo com o público, na quinta-feira, dia 6/6, no CineSesc.
A equipe de curadoria do Panorama é composta por representantes do Sesc São Paulo, dos Consulados Gerais da Suíça em São Paulo e no Rio de Janeiro, e conta com o apoio da Embaixada da Suíça no Brasil.
On-line para todo Brasil (de 5 a 12/06/2024)
Na plataforma Sesc Digital estarão disponíveis gratuitamente para todo o país os filmes: “Bom dia Ticino/Bon Schuur Ticino” (2023), “Eu Sou Pretas/Je Suis Noires” (2022), “Manga da Terra/Manga D’Terra” (2023).
Serviço:
10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo São Paulo
05 a 12 de junho de 2024
Informações em sescsp.org.br/panoramasuico
Local: CineSesc – Rua Augusta, 2075, Cerqueira César
Ingressos: R$24,00 (inteira) R$12,00 (meia) e R$ 8,00 (trabalhadores do comércio)
Realização:
10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo Brasília
07 a 09 de junho de 2024
Local: CCBB Brasília às 19h (a confirmar sessões e horários)
Endereço: Asa Sul Trecho 2, Brasília – DF
Entrada franca
Assessoria de Imprensa: Atti Comunicação
Eliz Ferreira – (11) 991102442 – eliz@atticomunicacao.com.br
Valéria Blanco – (11) 991050441 – atticomunicacao1@gmail.com
Conheça os filmes do 10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo
sescsp.org.br/panoramasuico
Imagens de divulgação: _10 panorama suíço
A ESCUTA – DIE ANHÖRUNG
Dir.: Lisa Gerig | Suíça | 2023 | 81 min | Documentário | 16 anos
Quatro requerentes de pedido de asilo rejeitados revivem a audiência sobre as razões que os levaram a fugir de seus países de origem, revelando o cerne do procedimento de concessão de asilo. Os entrevistados serão capazes de descrever suas experiências traumáticas de uma forma que satisfaça os critérios oficiais? Pela primeira vez, o filme proporciona uma visão desta escuta sensível, questionando assim o próprio procedimento de concessão de asilo.
BLACKBIRD BLACKBIRD BLACKBERRY
Dir.: Elene Naveriani | Suíça Geórgia | 2023 | 110 min | Ficção | 16 anos
Etero, uma mulher de 48 anos que vive em uma pequena aldeia na Geórgia, nunca quis um marido. Ela valoriza sua liberdade tanto quanto seus bolos. Mas sua escolha de morar sozinha é motivo de muita fofoca entre as pessoas da vila. Inesperadamente, ela acaba se apaixonando por um homem e de repente se depara com a decisão de seguir com o relacionamento ou continuar com sua vida independente. Etero deve lidar com seus sentimentos e decidir como encontrar seu próprio caminho para a felicidade.
BOM DIA, TICINO – BON SCHUUR TICINO
Dir.: Peter Luisi | Suíça Itália | 2023 | 88 min | Ficção | 14 anos
Um referendo maluco coloca a Suíça em estado de emergência. No país, até então com 4 línguas nacionais e cuja maioria da população é pelo menos bilíngue, com a aprovação da iniciativa “No Bilingue” (Não ao Bilinguismo), deverá existir apenas uma língua nacional: o francês. Portanto, muitos suíços que falam alemão entram em crise. Incluindo Walter Egli, de 56 anos, que trabalha na Polícia Federal e deve garantir que a transição para o monolinguismo seja feita de maneira adequada. Embora ele próprio quase não fale francês, é enviado ao Ticino com um parceiro que fala francês para identificar um grupo de resistência que está combatendo a nova lei usando todos os meios necessários.
EU SOU PRETAS – JE SUIS NOIRES
Dir.: Rachel M’Bon, Juliana Fanjul | Suíça | 2022 | 52 min | Documentário | 16 anos
Na Suíça, uma terra de consenso e neutralidade, mulheres levantam suas vozes na luta pelo reconhecimento do racismo estrutural, desconstruindo estereótipos e reivindicando a sua dupla identidade suíça e negra. Neste contexto, Rachel Barbezat M’Bon, uma jornalista suíço-congolesa, inicia a sua própria busca pela identidade. Em seu caminho para a emancipação, ela questiona o seu passado, o seu presente e ergue um espelho para o seu país e seus pares.
MANGA DA TERRA – MANGA D’TERRA
Dir.: Basil Da Cunha | Suíça | 2023 | 96 min | Ficção | 16 anos
Rosa, de 20 anos, deixa os dois filhos em Cabo Verde e muda-se para Lisboa na esperança de lhes proporcionar uma vida melhor. Presa entre o assédio dos chefes gângsteres e a violência policial diária, Rosa tenta encontrar conforto nas mulheres da comunidade. Mas a sua verdadeira fuga é a música.
O AMOR DO MUNDO – L’AMOUR DU MONDE
Dir.: Jenna Hasse | Suíça | 2023 | 76 min | Ficção | 14 anos
Às margens do Lago Genebra, Margaux, de 14 anos, conhece Juliette, uma criança de sete anos que está sob seus cuidados, e Joël, um pescador que voltou recentemente da Indonésia. Unidos na recusa silenciosa de enfrentar a vida, os três ficam divididos entre a atração, a decepção e a saudade de lugares distantes.
O DESAPARECIMENTO DE BRUNO BRÉGUET – LA SCOMPARSA DI BRUNO BRÉGUET
Dir.: Olmo Cerri | Suíça | 2024 | 97 min | Documentário | 14 anos
Em junho de 1970, Bruno Bréguet, um estudante do ensino secundário de apenas 20 anos, é preso em Israel enquanto tentava contrabandear explosivos para a resistência palestina. Ele é condenado a sete anos de prisão. Em 1995, ele desaparece misteriosamente de uma balsa que viajava da Itália para a Grécia. Retrato de uma geração que tentou tudo o que estava ao seu alcance para tornar o mundo um lugar mais justo. Um exame crítico do significado da desobediência civil e da resistência militante.
RETROSPECTIVA URSULA MEIER
A LINHA – LA LIGNE
Dir.: Ursula Meier | Suíça França Bélgica | 2022 | 102 min | Ficção | 16 anos
Depois de uma violenta discussão com a mãe, Margaret, de 35 anos, com um longo histórico de infligir e sofrer violência, é sujeita a uma ordem de restrição rigorosa antes do julgamento: ela não tem mais permissão de fazer contato com a mãe ou se aproximar a menos de 100 metros da casa da família durante três meses. Mas esta separação apenas aumenta o seu desejo de ficar mais perto da família, levando-a a retornar todos os dias a esta fronteira invisível e intransponível.
DIÁRIO DA MINHA CABEÇA – JOURNAL DE MA TÊTE
Dir.: Ursula Meier | Suíça | 2018 | 70 min | Ficção | 16 anos
Poucos minutos antes de matar o pai e a mãe a sangue-frio, Benjamin Feller – um jovem de 18 anos – envia pelo correio seu diário pessoal, no qual confessa e explica o duplo homicídio, à sua professora de francês. A escolha de vincular esta mulher ao seu ato e arrastá-la consigo, ocorre vários meses depois de uma relação pedagógica em que os alunos foram incentivados a escrever diários pessoais.
KACEY MOTTET KLEIN – NASCIMENTO DE UM ATOR
KACEY MOTTET KLEIN – NAISSANCE D’UN ACTEUR
Dir.: Ursula Meier | Suíça | 2015 | 14 min | Documentário | 16 anos
Oito anos. Doze anos. Quinze anos. Um corpo que cresce diante da câmera, absorvendo sensações e emoções, confrontando seus limites e suas zonas mais obscuras. Um corpo que ao longo dos anos se entrega à personagem, transformando o que poderia ser visto como uma simples brincadeira (infantil) no verdadeiro trabalho de um ator. Um retrato de um adolescente que criado com a câmera.
MINHA IRMÃ – L’ENFANT D’EN HAUT
Dir.: Ursula Meier | Suíça França | 2012 | 97 min | Ficção | 16 anos
Simon mora com sua irmã mais velha em um complexo residencial situado em um vale abaixo de uma luxuosa estação de esqui suíça. Com a irmã entrando e saindo de empregos e relacionamentos, Simon, de 12 anos, assume a responsabilidade de sustentar os dois. Todos os dias, ele pega o elevador para o opulento mundo do esqui, furtando equipamentos de turistas ricos para revender às crianças locais no vale. Ele é capaz de garantir a subsistência com seus pequenos golpes, e sua irmã é grata pelo dinheiro que ele traz. Porém, quando Simon faz parceria com um trabalhador britânico corrupto, ele começa a perder o limite, afetando seu relacionamento com a irmã e mergulhando em um território perigoso.
HOME
Dir.: Ursula Meier | Suíça França Bélgica | 2008 | 98 min | Ficção| 16 anos
Em meio à uma área rural tranquila e deserta, estende-se a perder de vista uma rodovia inativa, abandonada desde sua construção. À beira do asfalto, há uma casa isolada onde vive uma família. As obras estão prestes a recomeçar e foi anunciado que a rodovia será aberta ao tráfego em breve…
Celebridades
Salete Campari Confraterniza com Líderes Políticos, Incluindo o Presidente Lula
No feriado de celebração do Dia das Trabalhadoras e Trabalhadores na Arena Neo Química, a presença de Salete Campari trouxe uma dose extra de glamour e representatividade. A drag queen não apenas marcou presença, mas também teve a oportunidade de encontrar e conversar com líderes importantes do partido dos trabalhadores, incluindo o Lula, Presidente da República.
“Que dia incrível foi a comemoração do 1 de Maio na Arena Neo Química! Celebrar o Dia das Trabalhadoras e Trabalhadores junto ao Partido que representa este nome e propósito, acompanhado das Centrais Sindicais é um momento para reconhecermos a importância de cada trabalhadora e trabalhador em construir um Brasil melhor. E que honra poder compartilhar esse momento com o Presidente Lula, uma figura emblemática na luta pelos direitos das trabalhadoras e trabalhadores. Que essa celebração nos inspire a continuar lutando por um mundo mais justo e igualitário, garantindo direitos trabalhistas para todos e todas.”, expressou Salete Campari.
O encontro de Salete Campari com líderes proeminentes, como professora Bebel, Eduardo Suplicy, ministra Anielle Franco e o Presidente Lula, destacou a relevância da representatividade e do diálogo inclusivo na esfera política. Sua presença não apenas acrescentou brilho ao evento, mas também ressaltou a importância da diversidade e da inclusão em todas as esferas da sociedade.
A participação de Salete Campari foi um testemunho eloquente da intersecção entre arte, cultura e política na busca por uma sociedade mais justa e igualitária.
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